Amanhã, as igrejas católicas de todo o mundo celebram a festa litúrgica de Cristo-Rei, instituída em 1925, pelo Papa Pio XI, através da encíclica Quas Primas. No Brasil, junto com essa celebração, comemora-se também o Dia do Leigo e da Leiga.Em Bauru, o Conselho Diocesano de Leigos e Leigas irá comemorar oficialmente a data em missa que será concelebrada pelo monsenhor Enedir Gonçalves Moreira, administrador diocesano, e frei Aladim Uber, amanhã, às 18h30, na Paróquia Santo Antônio, no Jardim Bela Vista. Essa celebração foi escolhida porque, na oportunidade, cerca de 200 jovens daquela comunidade estarão recebendo o sacramento do Crisma, que vem confirmar o batismo do cristão e sua vocação laical de ser agente de transformação do mundo e protagonista de uma nova evangelização inculturada.Nas demais paróquias da Diocese de Bauru, os padres estarão, igualmente, celebrando idêntica comemoração nas missas deste domingo. O Conselho de Leigos preparou uma nota de exortação à data que deverá ser lida ao final das celebrações. E para valorizar a comemoração, todos que participarem das missas do final de semana deverão levar alimentos não perecíveis ou um litro de leite longa vida. Os alimentos serão encaminhados à Cáritas Diocesana, entidade da Diocese de Bauru que promove assistência aos mais carentes e necessitados.Toda a comunidade de Bauru está convidada a participar dessas celebrações e protagonizar um gesto de doação aos mais necessitados. A Igreja Católica comemora o Dia das Mães, o Dia dos Pais e o Dia dos Padres como formas de vocação do ser humano. E é por essa mesma razão que comemora o Dia do Leigo e da Leiga, por ser essa a vocação de 99% de todo o povo de Deus (o 1% restante corresponde ao clero). E, liturgicamente, essa comemoração eqüivale em importância religiosa às outras comemorações da Igreja Católica.O mundo moderno sofre, hoje, uma transformação que está colocando em xeque muitos valores tradicionais, que estão sendo substituídos por outros, muitas vezes não éticos e que levam a contestar posturas que eram adotadas por todos os segmentos sociais - dentre eles a Igreja Católica. Essa transformação vem colocando o leigo e a leiga no centro de uma questão que tem provocado discussões e divisões nas comunidades. E isso tem acontecido porque a fé, que até então era passada de pai para filho - assim a Igreja se perpetuava - hoje não é mais regularmente processada da mesma forma. Hoje, é mais uma opção individual.
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