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Hepatite

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A confirmação de quatro casos de hepatite tipo A entre alunos de Emei, em Lençóis, mobiliza mães e professores Lençóis Paulista - Professores, mães de alunos, serventes e funcionários do Departamento de Água e Esgoto (DAE) se mobilizaram durante toda a manhã de ontem, na tentativa de evitar que novos casos de hepatite tipo A sejam manifestados entre os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Irma Carrit, localizada na Vila Cruzeiro, em Lençóis Paulista.Dos 256 alunos que estudam na Emei, quatro foram contaminados recentemente pelo vírus que transmite a doença. Desses, um já foi tratado e liberado pelos médicos, dois continuam sendo medicados, mas em casa e com acompanhamento dos agentes epidemiológicos do município, e outro permanece internado, de acordo com informações da coordenadora do ensino infantil, Roseli Vicente Pulga.Após o anúncio desses quatro casos de hepatite, funcionários da escola e mães de alunos, assustados com o episódio, organizaram um mutirão para a realização de uma faxina completa na Emei, ontem de manhã, para evitar que a doença se espalhe. De acordo com uma servente que também participou do mutirão, o trabalho, que começou por volta das 7h30, foi minucioso. Foram lavadas todas as salas de aula, inclusive as paredes.Um dos locais que mereceu maior atenção foi a caixa dágua da escola. A água é um dos meios mais eficazes para a transmissão da hepatite tipo A. Funcionários do DAE fizeram uma limpeza interna na caixa que fornece água aos alunos. Foi coletada amostra da água para análise. Em seguida, a caixa foi dedetizada por uma empresa particular. A dedetização foi estendida a outros pontos da Emei, como o pátio, por exemplo.O número de casos de hepatite registrado entre os nossos alunos ainda não pode ser considerado um surto. Mas, as providências já foram tomadas para evitar que isso aconteça, garantiu Roseli.SintomasAlguns dos sintomas da hepatite tipo A deixam a pessoa com uma cor amarelada, com dores abdominais, diarréia, a urina escurece e as fezes clareiam, de acordo com Maria José Romani, da Vigilância Epidemiológica de Lençóis. Por se tratar de uma infecção no fígado, as conseqüências da doença podem acarretar um mal estar, incluindo uma sensação iminente de vômito.A transmissão do vírus que causa a doença se dá por via fecal, suor, saliva. Enfim, por secreções em geral, segundo Romani. Ela acredita que o contágio das crianças da escola pode ter acontecido por meio de chupetas ou copos. A água pode ter sido outro possível transmissor. Segundo Romani, se não houver um sistema adequado de tratamento da água potável, a ação do vírus não encontra maiores resistências. Ela garantiu que a análise feita por um técnico do DAE, de uma amostra de água, coletada na caixa dágua da Emei, não constatou nenhuma irregularidade.As aulas de ontem foram suspensas em razão da faxina realizada por mães de alunos, professores e serventes. No entanto, na segunda-feira tudo volta ao normal e os alunos devem retornar para as salas de aula, limpas e dedetizadas.

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