Geral

Cuidados

André Tomazela
| Tempo de leitura: 5 min

Pedestres, bicicletas, motocicletas e animais na pista. Tudo que está ao redor tem que ser notado no trânsito para evitar acidentes. Ter atenção e relembrar alguns procedimentos podem ser muito úteis nessas situaçõesAo dirigir devemos tomar cuidado com tudo que estiver ao redor do veículo, estando parado ou em movimento. É fácil explicar o que temos que fazer para ser um bom motorista. Este, como o próprio nome diz, é aquele que sabe o que fazer diante de situações inesperadas. Como diz aquele antigo ditado, o bom motorista é aquele que dirige por si e pelos outros. Esta matéria pretende citar algumas ações de imprudência de terceiros e das condições adversas que podem acontecer com todos nós, motoristas. AquaplanagemComo estamos em época de chuvas fortes, vamos começar com a aquaplanagem. Chamamos de aquaplanagem ou hidroplanagem a falta de aderência do pneu com a pista que faz com que o veículo derrape e o condutor perca o controle. Isso significa que o pneu está rodando sobre o topo dágua, ao invés de rodar sobre a pista. A estabilidade de um veículo depende do contato entre os seus pneus e o solo. À medida que a velocidade aumenta, esse contato diminui, devido à penetração de ar entre a pista e o veículo. De acordo com o supervisor de trânsito da 4ª. Cia. do 4.º BPM-I, sargento Rodrigues, o bom motorista precisa manter a aderência suficiente para combater a inércia, que puxa o automóvel para a frente numa freada, ou para fora da pista, em uma curva. A alta velocidade, a pista molhada, os pneus mau calibrados e em mau estado de conservação são os elementos comuns presentes em ocorrências de aquaplanagem. Quando o asfalto estiver molhado é preciso ter muita cautela, principalmente se for estrada ou rodovia que o motorista não conhece, afirma o sargento. O motorista deve dirigir sempre com a velocidade moderada e se o carro entrar em aquaplanagem, deve tentar desacelerar de modo que o freio não seja acionado sob o risco do carro perder a direção e capotar.PedestresO comportamento do pedestre é imprevisível. Para evitar acidentes, tenha muita cautela e dê sempre preferência aos pedestres. Problemas com o álcool não são exclusividade de motoristas imprudentes. Pedestres embriagados também são freqüentes e, geralmente, acabam atropelados. Quase todas as vítimas são pessoas que não sabem dirigir, não tendo, portanto, noção da distância de frenagem. Muitos são desatentos e confiam demais na ação do motorista para evitar atropelamentos. O condutor deve dedicar atenção especial a pessoas idosas e deficientes físicos, que estão mais sujeitos a atropelamentos. Igualmente, deve ter muito cuidado com as crianças que brincam nas ruas, correndo entre carros estacionados atrás de bolas ou animais de estimação. Geralmente atravessam a pista sem olhar e estão sob alto risco de acidentes.Na área central de Bauru, existem os semáforos para pedestres. Cada um, motorista e pedestre, tem que aguardar a sua vez. A ultrapassagem do pedestre tem que ocorrer sempre pela faixa. Segundo o sargento Rodrigues, um grande número de acidentes ocorre porque o pedestre, além de não utilizar a faixa, ultrapassa no meio da pista em trajetória diagonal, o que aumenta o percurso e o risco de atropelamento. De acordo com o policial de trânsito, soldado Fernando, quando não tem o semáforo, o pedestre deve escolher o momento mais adequado para a ultrapassagem. Os motoristas e pedestres, nestes casos, tem que chegar a um consenso. Se o pedestre já estiver ultrapassando, o motorista, deve, necessariamente, aguardar. Animais na pistaTodos os anos, muitos motoristas se envolvem em acidentes causados por animais. Esteja atento, portanto, ao trafegar por regiões rurais, de fazendas ou em campo aberto, principalmente à noite. A qualquer momento, e de onde menos se espera, pode surgir um animal. E chocar-se contra um animal, mesmo um animal de pequeno porte como um cachorro, geralmente tem conseqüências graves. O animal não pensa. E o motorista tem que pensar por ele. É imprevisível. Se o motorista observou o animal, precisa diminuir totalmente a velocidade e parar o veículo, afirma o sargento Rodrigues. Assim que prosseguir a viagem, o ideal é avisar aos outros motoristas, através de duas piscadas no farol, da presença do animal e telefonar para o Copom, através do telefone 190, para que a polícia militar proceda a retirada do mesmo.BicicletasA bicicleta é um veículo de passageiros como qualquer outro. A maioria dos ciclistas, porém, é feita de menores que não conhecem as regras de trânsito. Por isso mesmo a chance de acidentes envolvendo ciclistas é grande. Além daqueles que se utilizam da bicicleta apenas como meio de transporte, há também os desportistas, ciclistas amadores ou profissionais. Estes em geral, fazem uso de todo o equipamento de segurança. Com freqüência usam roupas bastante coloridas que permitem sua fácil visualização. Mas, por outro lado, circulam em velocidades bem mais altas, comparáveis as dos veículos automotores. Em alguns casos, sobretudo em descidas. Fique atento com os ciclistas, principalmente à noite. A bicicleta é um veículo silencioso e muitas vezes, o motorista não percebe sua aproximação. Os ciclistas com frequência circulam em alta velocidade por entre carros parados ou estacionados. Ciclovias resolveriam este problema. De acordo com o sargento Rodrigues, no centro da cidade seria impossível haver ciclovias. Os lugares ideais, em Bauru, seriam as avenidas Nações Unidas, Duque de Caxias, Rodrigues Alves e Getúlio Vargas. Mas a inciativa tem que partir da Prefeitura Municipal, uma vez que a função da Polícia Militar é de fiscalização. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já prevê algumas autuações para condutores de bicicletas. A Polícia Militar está aguardando a regulamentação da lei de trânsito pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que prevê a identificação de todas as bicicletas que circulam na cidade e o conseqüente licenciamento. Atualmente, a maioria dos ciclistas não obedece as sinalizações. Passam em sinal vermelho, andam na contra-mão e nas calçadas. Como a maioria é de crianças e adolescentes, os motoristas tem que redobrar os cuidados e a atenção, explica o sargento.MotocicletasAs motocicletas e os ciclomotores são hoje parte integrante do trânsito. Muitos dos seus condutores são inexperientes, apesar de arrojados. Assim, o motorista precisa estar alerta em relação à eles, aumentando a distância de seguimento sempre que possível. De acordo com os policiais de trânsito sargento Rodrigues e soldado Fernando, outra lembrança importante é que os motoqueiros usem sempre o capacete, viseira e trafeguem com farol baixo (não é a lanterna) tanto de dia como à noite, para serem melhor visualizados pelos veículos de porte maior.

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