Os filtros solares têm a função de proteger a pele contra a queimadurasolar, além de prevenir dos efeitos maléficos da exposição à luz do sol,como o envelhecimento precoce e o câncer de peleOs filtros solares podem ser físicos e químicos. Os químicos protegem a pele por meio da absorção da radiação ultravioleta, já os filtros físicos protegem a pele por meio da formação de um filme, uma barreira, que reflete e dispersa a radiação ultravioleta. Segundo a dermatologista Malba Bertino, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o ideal é optar pelo filtro solar que tenha proteção contra UVA e UVB. O protetor solar para uso diário de quem pretende prevenir o câncer de pele, fotoenvelhecimento e sensibilidade da pele à luz solar devem ter Fator de Proteção Solar (FPS) entre 15 e 30.A escolha de um protetor solar depende de cada tipo de pele. Por isso, ao comprar um filtro solar a pessoa deve verificar se o protetor solar é resistente à água e se é apropriado ao grau de oleosidade da pele do usuário, para não induzir à formação de cravos e espinhas, explicou Malba Bertino.A dermatologista ressaltou, ainda, que o protetor deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição ao sol, garantindo a formação do filme protetor na pele. A pessoa também deve observar o horário da exposição, altitude da região e as condições ambientais, como areia e água. Optar por protetores sem fragrâncias ou corantes também diminui o risco de fotoalergias. Antes de optar por um FPS mais elevado, o ideal é saber o filtro correto para cada tipo de pele.Dermatologista deve orientar bronzeamentoAs cabines de bronzeamento artificial são fontes de radiação ultravioleta, a principal causa do câncer da pele. Por isso, qualquer pessoa, antes de recorrer a essa técnica, deve procurar um dermatologista. O médico poderá verificar a predisposição do paciente para desenvolver a doença. Pessoas que têm antecedente familiar com câncer de pele, sardas na face ou no tronco e múltiplas pintas. Aqueles que têm história de queimadura solar em praias e piscinas, pele clara com incapacidade para bronzear ou cabelos e olhos claros também devem ficar alertas.Recentemente, a diretora do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo publicou a primeira portaria brasileira regulamentando a utilização das cabines de bronzeamento e estabelecendo a obrigatoriedade de avaliação médica, que determine que o usuário interessado faça uso adequado do procedimento.De acordo com o cirurgião plástico Luiz Eduardo Felipe Abla, queesteve em Bauru na semana passada, proferindo uma palestra aos profissionais de beleza, a melanina de cada pessoa faz o bronzeado. Ele explicou que o UVB pode provocar mutação em genes de células da pele. "Essas células se multiplicam e invadem tecidos vizinhos causando o câncer de pele. O bronzeamento artificial causa, no mínimo, o envelhecimento precoce.Abla disse que os profissionais de beleza devem estar atentos para identificar lesões que possam evoluir, orientar o paciente e, quando necessário, indicar um médico para o caso.
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