A população de Bauru é quem vai pagar abono de 9,54%, que corresponde a cerca de R$ 410 mil, que deverá ser dado aos servidores municipais para compensar os juros bancários cobrados no empréstimo pessoal que o servidores municipais terão que realizar para receber o 13.º salário. A denúncia é da diretora do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) Idelma Corral, para quem a Prefeitura deveria ter feito a reserva do dinheiro ao longo do ano, para evitar essa situação.Na opinião do Sindicato, a população não deveria estar pagando por esse ônus. Para a diretora da entidade, esse dinheiro deveria estar sendo utilizado para outras coisas em benefício da comunidade. Porque, quem vai pagar esse percentual das custas da operação do banco é a população, o dinheiro público, afirmou.Idelma Corral destaca que o abono, da forma com que foi colocado, só serviu para confundir o funcionário público municipal. De acordo com ela, os servidores não entenderam que o abono é apenas para cobrir os custos financeiros do empréstimo pessoal que terão que fazer.Para ela, a Prefeitura não teve a responsabilidade de reservar o dinheiro para o pagamento do 13.º salário, como todo empregador deve fazer. Idelma disse que o Sindicato apresentou, no ano passado, a proposta para a reserva do dinheiro, para evitar essa operação no final do ano. Inclusive, nem sei se ele previu isso no orçamento, disse.Ela lembra que é o terceiro ano que a Prefeitura utiliza o mesmo expediente para pagar o 13.º salário.
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