Os números fornecidos pelo Serviço de Proteção ao Crédito apontam para uma estabilidade da economia nesse anoO volume de pessoas que procurou o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para quitar dívidas cresceu 31,08% no mês passado em relação a outubro. A proximidade das festas de fim de ano é o principal motivo dessa corrida ao órgão, de acordo com a avaliação do economista Carlos Roberto Sette. É um fenômeno muito positivo. Se as pessoas estão pagando suas dívidas é porque conseguiram se equilibrar financeiramente, disse.No mês de novembro, foram feitos 3.137 cancelamentos de dívidas de crediário e 283 relativas a cheques sem fundo. Neste último caso, houve um aumento de 8,33% em relação ao mês anterior, índice também considerado benéfico para o comércio. Em contrapartida, houve uma redução de 9,29% na negativação de consumidores, o que mostra que mais pessoas conseguiram controlar suas contas. O número de cheques sem fundo registrou uma expressiva redução, caindo 58,14% de um mês para o outro.De acordo com a análise do economista, as pessoas conseguiram, talvez usando o 13.º salário, recuperar seu poder de compra, quitando dívidas antigas e evitando que o nome fosse para o SPC. Isso mostra a estabilidade da economia, que está tendo uma recuperação lenta, mas significativa, disse Sette.Esse fator aponta para um final de ano melhor em termos de vendas, principalmente comparando-se com 98 e 99, segundo o economista. Acredito que a venda de eletrodomésticos mais caros, como geladeira e televisão, não seja tão expressiva, já que muitas pessoas adquiriram esses bens recentemente. Mas, os produtos de menor valor deverão ser bastante requisitados pelos consumidores, ressaltou.Numa visão mais otimista, Sette destacou até que deverão faltar alguns produtos nos estoques das lojas, como CDs por exemplo. Quanto aos produtos de maior valor, ele aposta numa maior cautela por parte dos consumidores. As pessoas estão pensando melhor antes de assumir financiamentos de longo prazo e de valores altos. Existe o medo de perder o emprego, de não dar conta de cumprir com o compromisso, salientou.Em relação a novembro do ano passado, os números apontados pelo SPC mostraram que houve uma redução de 28,53% no número de cancelamentos (ou seja, de pessoas que limparam o nome junto ao órgão) e também uma queda de 6,28% no número de registros. Para Sette, essa é mais uma prova de estabilidade da economia. No ano passado, as pessoas estavam mais endividadas, por isso o número de cancelamentos foi maior do que nesse ano, ou seja, havia mais consumidores com o nome sujo na praça. Prova disso é que o número de registro também foi maior em novembro do ano passado, ressaltou o economista.Ele destacou que 1998 foi o campeão em termos de inadimplência no comércio de Bauru e que a tendência de recuperação vem sendo notada desde o ano passado. A recuperação está acontecendo lentamente, mas de forma concreta, disse. As consultas ao SPC praticamente não sofreram alteração entre os meses de outubro e novembro. A diferença foi de apenas 0,7% para os crediários e 0,22% nos cheques. Já em relação ao ano passado, houve uma queda de 16,08% e 10,68%, respectivamente.
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