A Prefeitura de Bauru ainda não tem uma definição sobre a transferência ou não das contas correntes dos servidores municipais para um banco oficial. O secretário de Economia e Finanças, Raul Gomes Duarte Neto (PPS), disse que está fazendo consultas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a juristas, para balizar a atitude a ser tomada.Duarte Neto explica que a obrigatoriedade de que o pagamento seja feito por meio de bancos oficiais está na Constituição. Porém, há um entendimento de que todos os bancos são oficiais, o que permitiria a manutenção das contas no Banespa, recentemente vendido para o espanhol Santander.O secretário disse que uma transferência das contas para outra instituição levaria cerca de quatro meses, pois teria que ser feita paulatinamente. Além disso, afirma, é necessário que o banco escolhido tenha uma boa quantidade de agências na cidade e posições de caixa para fazer o atendimento dos servidores, de modo adequado.Ao todo, incluindo o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), são cerca de 8 mil trabalhadores. A qualidade do atendimento preocupa o secretário. A saída da Prefeitura do Banespa poderia gerar problemas, como demissão de funcionários.Duarte Neto disse que os funcionários já mostraram uma tendência de permanência no Banespa. Porém, é preciso verificar a questão legal.OpçãoOs funcionários públicos estaduais podem fazer a opção por receber o salário via Banespa ou outro banco oficial. Porém, um acordo entre o Governo do Estado e a União, previsto na lei aprovada na Assembléia Legislativa quando a instituição foi federalizada, deve manter as contas na instituição recém-privatizada por sete anos.A Assessoria de Imprensa da Secretaria da Fazenda destaca que o servidor estadual que quiser pode fazer a opção por receber em outra instituição oficial, no caso a Nossa Caixa-Nosso Banco. Assim, o Estado não tomará iniciativa para retirar a conta dos servidores do Banespa.
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