Muitas pessoas chegaram pela manhã na porta das escolas, na esperança de conseguir matricular os filhosPara garantir uma vaga para o filho nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), muitos pais começaram a formar fila na porta das instituições ontem pela manhã. Debaixo de sol e enfrentando um calor de mais de 30 graus, eles estavam dispostos a passar a noite na calçada para conseguir matricular as crianças.A maioria estava revoltada com a situação. Francisco Lopes Marinho, que chegou por volta das 10 horas na porta da Emei Vera Lúcia Cury Savi, na Vila Nova Esperança, não se conformava com as poucas vagas ofertadas pela escola. Isso é uma vergonha. Estamos querendo apenas colocar nossos filhos na escola e temos que enfrentar toda essa dificuldade, disse.No portão da escola, uma placa escrita à mão desanimava ainda mais os pais que iam chegando no local. Nela estava descrito o número de vagas para cada classe: maternal manhã - 25 vagas; maternal tarde - 9 vagas; jardim II manhã - 34 vagas; jardim II tarde - 3 vagas; jardim I manhã - 3 vagas e pré manhã 3 vagas. Às 16h30 a fila já contava com cerca de 40 pessoas. Com cadeiras e colchões, elas se preparavam para passar a noite no local. As matrículas serão feitas hoje, a partir das 8 horas.A dona de casa Patrícia Léia Alves Pereira foi a primeira a chegar na porta da escola, por volta das 9 horas. Ela quer colocar seu filho, que vai completar três anos de idade em março, no maternal, pois precisa arrumar um emprego e não tem como pagar uma babá em período integral. Eu acho que eles não vão me garantir essa vaga porque meu filho não tem três anos completos. Mas, se isso acontecer, eu vou fazer um escândalo. Não é justo. A criança faz aniversário em março, apenas um mês depois do início das aulas, e não pode perder o ano por causa dessas regras, destacou.Ao seu lado na fila, Silvana Marques da Silva disse que, se não conseguisse matricular seu filho no maternal, iria procurar a Delegacia de Ensino para fazer uma denúncia. No ano passado, eu matriculei minha filha mas não consegui vaga porque ela iria fazer três anos em maio. O ano passou e ela ficou sem escola. Não vou deixar acontecer isso com o menino dessa vez, disse, revoltada.
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