Nove de dezembro, 21 horas, ano 2000. Estamos prestes a começar a apresentação. Meu Deus, quanta gente importante veio nos ver. É este o grande momento de mostrar a todos o quanto melhoramos neste ano. Diga-se de passagem, mais que ano! Como fomos felizes! Um prêmio internacional, a alegria de conhecermos outro continente, novos amigos e o sucesso que fizemos em terras espanholas. Conseguimos, enfim, mostrar a todos e a nós mesmos o quanto somos capazes. Mas, quem é o grande culpado por isto tudo?Seria ele um homem à frente de seu tempo e muito mais corajoso que qualquer um de nós ou seria ele um louco em acreditar que somos tão profissionais ao ponto de dominarmos qualquer obra? Por que ele nos faz enfrentar tantos desafios? Será que ele confia tanto em nós a ponto de pôr a própria cara pra bater?Bem, o que realmente importa de tudo isso é que o verdadeiro sentido de existirmos e de sermos hoje o que somos é devido em primeiro lugar a este grande homem, cidadão e profissional que vive, luta e sonha. Se hoje temos sucesso e notoriedade isso se deve principalmente por ser ele um grande visionário e por possuir grande percepção e sensibilidade e principalmente por ele acreditar em nós. Neste momento, o vejo daqui onde estou. É engraçado vê-lo fazendo caretas para deixar-nos calmos. Ele sempre faz isso para tirar nossa ansiedade e... Opa... é melhor parar e prestar atenção. É o momento da nota: Loooo... Silêncio... Vai começar... Abrem-se as cortinas: Loooocuus iiiiste... Na sua singeleza nos rege como se fôssemos o piano mais perfeito e afinado do mundo. Quem sonha sozinho apenas sonha um sonho, mas quem sonha em grupo vive uma realidade. Acredito muito nesta frase e percebo que no coro não sou o único a acreditar. Obrigado maes... ops... regente Fernando Paluan. (André Luiz Zambelo - ator, diretor e integrante do Coral Veritas)
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