As vendas de caminhões pesados tiveram um crescimento de 10% comparado ao ano de 1999. O setor de ônibus pesados também voltou a crescer depois de uma queda de 40% no ano passadoO mercado de caminhões pesados no Brasil cresceu mais de 10% neste ano, chegando a 17.500 caminhões pesados vendidos no País até o final do ano. E a Scania permanece líder de vendas, mesmo com o surgimento de concorrentes fortes no segmento, de acordo com dados apresentados pela empresa.De janeiro a novembro, foram vendidos no Brasil 4.715 caminhões da marca Scania. A participação da empresa no mercado específico de caminhões com capacidade superior a 30 toneladas é de 29% no acumulado até novembro. No ano passado a Scania havia comercializado 4.026 caminhões. Depois de uma queda superior a 40% em 1999, as vendas voltaram a crescer no segmento de ônibus pesados. No acumulado de janeiro a novembro, a Scania comercializou no País 1.050 ônibus pesados, o que representa um aumento de praticamente 50% em relação a 1999.De acordo com o presidente da Scania Latin America, Jorma Halonen, o crescimento, ou a recuperação do mercado de caminhões e ônibus pesados, em torno de 30% comparativamente a 1999, é um sinal muito positivo. As vendas de veículos pesados são, em qualquer país, um claro indicador da dinâmica da economia. E, no Brasil, esse indicador ganha maior importância em razão de o transporte rodoviário ser, de longe, o principal meio de distribuição de toda a espécie de bens, afirmou Halonen em discurso proferido durante almoço com a imprensa, no início deste mês.Halonen falou também sobre as altas taxas de juros e carga tributária excessiva como um entrave ao crescimento do setor de veículos pesados no Brasil. Segundo ele, os custos de produção no Brasil continuam altos. Na nossa opinião, uma reforma tributária que desonere a produção, colocando um fim aos impostos em cascata, garantiria melhores condições de competitividade ao produtos brasileiros, afirmou.Um recente avanço indicado por Halonen foi a flexibilização do Finame, com redução da taxa básica de juro, fixação de uma carência de 12 meses e possibilidade de financiamento de 90% do valor do veículo, linha destinada à renovação da frota de transportadores autônomos e pequenos frotistas.MercosulDe acordo com Halonen o setor privado investiu bilhões de dólares na indústria, comércio, serviços e outras atividades nos países integrantes do Mercosul. Somente montadoras e fabricantes de autopeças investiram, nos últimos cinco anos, cerca de US$ 25 bilhões na região. Até o final de 2001, a capacidade de produção de veículos no Mercosul alcançará 3,7 milhões de unidade por ano.As recentes discussões em torno do regime automotriz entre Brasil e Argentina mostram que há dificuldades para a consolidação do Mercosul. Nós acreditamos que elas serão superadas, afirmou.O novo critério negociado entre Brasil e Argentina fixa em 37% o conteúdo local argentino, medido pelo método de processo, para caminhões e ônibus.Houve uma flexibilização da análise, possibilitando que a medição do conteúdo local, especificamente para caminhões e ônibus, seja feita com base em toda a produção e não modelo por modelo. Também foi concedido um prazo de três anos para que o índice de 37% seja alcançado.O México, ao contrário, registra uma vigorosa expansão no setor de transportes. Este ano, a previsão é de que o mercado mexicano de caminhões pesados supere a marca de 10 mil unidades.A Scania, que tem unidade industrial em San Luis Potosi, está investindo na expansão da rede de concessionárias no México e, acreditamos que em breve estaremos colhendo bons resultados, completou Halonen.Ranking do mercado de caminhões e ônibusSegundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no segmento de caminhões pesados, a Scania é líder no acumulado de janeiro a outubro de 2000, com 4.043 unidades vendidas. Em seguida vem a Mercedes-Benz, com 3.596, a Volvo, com 3.356 e a Volkswagen, com 3.113 unidades vendidas.Os dados mais recentes, do último mês de outubro, revelam que a Scania permanece em primeiro com 544 unidades vendidas. A Volks sobe para segundo lugar, com 443 vendas, seguida da Mercedes (315) e Volvo (300).No setor de ônibus, a Anfavea não separa os pesados dos micro-ônibus, por exemplo. Isso faz com que, no mesmo ranking figurem a Mercedes e Agrale, que fabricam leves e pesados, com a Scania e Volks, que possuem a maioria dos modelos na categoria dos pesados.De acordo com os dados da Anfavea, no acumulado de janeiro a outubro deste ano, a Mercedes vem em primeiro, com 7.395 vendas. Em seguida vem a Volkswagem, com 2.946 undidades vendidas, a Agrale, com 2.385, a Scania, com 998 e a Volvo, com 565 unidades vendidas.Já os dados fornecidos pelas montadoras revelam que, no acumulado de janeiro a novembro, a Mercedes-Benz matem a liderança no setor de ônibus pesados com 6.412 unidades vendidas. Em segundo vem a Volkswagem, com 1.918. A Scania aparece em terceiro (aparecia em quarto segundo a Anfavea), com 1.050 unidades vendidas. Em seguida vem a Volvo, com 596 unidades vendidas. De acordo com a assessoria de comunicação da Scania, os dados das montadoras referentes ao segmento de ônibus são mais fiéis do que os da Anfavea pois não misturam as categorias de leves (micro-ônibus e ônibus urbanos) com ônibus pesados.
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