No século XIX, Karl Marx descreveu a religião como sendo o ópio do povo. Agora, entrando para o terceiro milênio, acredito que sua versão contemporânea deve ser expressa da seguinte forma: o consumismo é o ópio do povo.O consumismo é a religião que mais atrai seguidores em todo o mundo. Sua liturgia vem em forma de folhetos promocionais, tendo à mostra as mercadorias que devem ser aduladas. Segue então o fiel seguidor do consumismo no grande centro comercial, muitas vezes em busca de algo supérfluo que apenas o moldará nos padrões do deus capital. Venera não a necessidade e a qualidade, mas apenas o out-door que carregará estampado em suas roupas em prova de sua conduta assídua à religião do consumismo. As datas comemorativas, principalmente as religiosas como o Natal, deveriam ser um momento de confraternização e cultura. Mas o consumismo prega como sendo mercadoria tudo o que existe, inclusive a relação familiar.Os que não seguem a doutrina do consumismo são mortos pela inquisição moderna: o descaso e o preconceito. Sofrem as torturas de um sistema hipócrita e ganancioso que prega a salvação através da alienação e do conformismo. Talvez, se eu seguisse a mesma diretriz dos consumistas, eu não sofresse tanto com essa desigualdade e a comercialização da vida... A lógica fria do capital mata. (Carlos Dora - Carlos Eduardo Carneiro - RG. 30.239.223-3)
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