As adutoras de ferro fundido serão substituídas pelas de ferro dúctil. Bauru também tem adutoras de aço, PVC e cimento amianto e algumas têm mais de 40 anos de usoAs adutoras de ferro fundido são as que mais apresentam problemas e se rompem, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru. A adutora da avenida Comendador José da Silva Martha, que abastece 49% da cidade, é ferro fundido e tem cerca de 40 anos de uso. Essas tubulações de ferro fundido são pedaços de canos emendados. A vedação é feita com chumbo batido entre os dois canos. Essa não é a melhor técnica de vedação para o solo de Bauru, que é colapsível, segundo Éric Fabris, engenheiro geotécnico. Ele afirmou que o ideal é que as adutoras sejam de ferro dúctil, que têm junta elástica, ideal para o solo bauruense. As juntas elásticas são feitas com anéis de borracha, que admite uma certa movimentação sem vazamento. Num solo colapsível, que se mexe, como o de Bauru, a junta rígida (adutora de ferro fundido vedada com chumbo batido) não é muito recomendada, porque se ela mexer só um pouquinho, solta uma chumbada e a adutora começa a vazar. Com a pressão que vem a água, esse vazamento faz um estrago, afirmou Fabris.O presidente do DAE, Sérgio Macedo, disse que as adutoras de ferro fundido serão trocadas pelas de ferro dúctil. A primeira que será substituída será a da avenida Comendador José da Silva Marcha (a de 14 polegadas, no trecho onde a avenida foi refeita recentemente). Macedo afirmou que o material já foi comprado e a substituição deve começar a ser feita no mês de fevereiro, para que as chuvas de verão não atrapalhem as obras. O presidente do DAE também garantiu que a compra de adutora dúctil para substituir a segunda adutora da avenida Comendador José da Silva Martha (de 18 polegadas) já está programada para o próximo ano. Com essas e outras substituições, o DAE pretende reduzir os problemas de ruptura das adutoras. Bauru também tem adutoras de PVC e cimento amianto, além da de ferro dúctil. Estas não apresentam problemas, segundo o presidente do DAE. Fabris disse que 40 anos de uso representa dois terços da vida útil de uso e que isso não é muito tempo.O que tem que se fazer é analisar as adutoras mais antigas, fazer os testes para ver se elas estão com muita perda de seção, recomendou o engenheiro. O desgaste das adutoras deve ser monitorado pelo DAE sempre. Existem estudos específicos com instrumentação para saber o quanto está se perdendo de fragmentos, de acordo com Fabris. Hoje em dia também existem técnicas para recuperar as adutoras, sem interromper o seu funcionamento, como aparelhos que vão limpando a adutora por dentro sem precisar desenterrá-la.A situação de Bauru não é grave no aspecto de vida útil da adutora. Para trocar as adutoras não é preciso parar o abastecimento da cidade. Basta fazer uma adutora paralela com a atual e só para o abastecimento para interligar as pontas, completou Fabris, referindo-se à substituição da adutora da avenida Comendador José da Silva Martha.
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