Ao lado de Daniel, uma constelação de artistas de gêneros populares esteve na entrevista coletiva mais concorrida do ano em BauruUm rapaz de Brotas e seus amigos protagonizaram a mais disputada entrevista coletiva do ano. Mais de cinqüenta profissionais da mídia, alguns do eixo Rio-SP, acotovelaram-se para não perder nem uma fala ou, ainda, conseguir um ângulo diferente das estrelas da comitiva de Daniel e sua trupe.Fazer solidariedade jogando futebol está virando uma espécie de mania entre artistas de gêneros populares. Hoje mesmo acontece outra partida, em Brasília, com presença de alguns dos famosos que estiveram ontem em Bauru.Além da solidariedade, esta é uma forma de retribuir todo o carinho que a gente recebe durante o ano dessas pessoas. A maioria dos amigos que estão aqui na mesa já passaram por dificuldades semelhantes, então, nós sabemos como é, afirmou Alexandre Pires, do grupo de pagode Só Pra Contrariar.De acordo com Daniel, foi a partir da iniciativa de Alexandre Pires e seu irmão, Fernando, que promoveram um jogo de futebol beneficente nos mesmos moldes do realizado ontem, que o cantor de Brotas resolveu tomar a iniciativa de realizar jogos do tipo. Em Goiânia, Leonardo também envolveu-se em eventos do tipo.O povo quer pão e circo, resumiu o global Tom Cavalcante, que roubou a cena várias vezes na entrevista. No momento mais cômico da coletiva, ele usou a imaginação para contar com detalhes uma partida de futebol em que teria enfrentando o rei Pelé. No Ceará, nós jogamos futebol com coco, brincou. Ele também arrancou aplausos narrando um gol da seleção dos artistas. Bauru-BrotasPara Daniel, jogar em Bauru tem um caráter especial. A satisfação é muito grande porque faz parte da minha casa, é como se fosse o quintal da minha casa, disse.O cantor, que prepara-se para gravar em espanhol no primeiro semestre do próximo ano, de olho no crescente mercado latino, defendeu a diversidade da música brasileira. Incitado pela reportagem do Jornal da Cidade a comentar a preponderância massiva da MPB no cenário internacional, ele disse: Acho que a música é universal. Ela tem uma força tão grande, basta que seja bem elaborada. Não importa se é um samba, um arrasta-pé, um forró, um axé music, não importa. O importante é se é bem feita, se é bem tocada, bem tratada... e que atinja o alvo correto, que seria o coração de todas as pessoas que nos acompanham. Eu penso assim, contou.De acordo com ele, sua intenção é de continuar o projeto Daniel F.C. e chegar a vários Estados do País. O futebol, como a música, é uma paixão do brasileiro. Nós somos privilegiados por Deus de poder ajudar as pessoas. Temos que dar exemplo até para quem tem condições também, afirmou o cantor. Tocado, ao final da coletiva, o ex-vocalista do Karametade, Vavá, elogiou Daniel: Você é uma pessoa iluminada.
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