A SÃO SILVESTREA São Silvestre nasceu em 1924, depois que o jornalista Cásper Líbero assistiu, na França, a uma corrida noturna em que os competidores carregavam tochas. No mesmo ano, ele resolveu promover um evento semelhante em São Paulo, que acabou acontecendo à meia noite do dia 31 de dezembro. A prova reuniu 60 participantes e ganhou o nome de São Silvestre por este ser o santo do dia. De lá para cá, a prova nunca deixou de ser realizada. Dos 60 competidores que disputaram a primeira edição, a corrida passou a registrar mais de 10 mil inscrições nos últimos anos e, em 2000, chegou à marca dos 14 mil. Atualmente, a São Silvestre conta com a participação de atletas importantes no cenário internacional, como o queniano Paul Tergat, duas vezes bicampeão. Até 1944, no entanto, a corrida era restrita aos atletas brasileiros e disputada somente na categoria masculina. No ano seguinte, a São Silvestre tornou-se internacional e, três décadas mais tarde, quando a ONU instituiu o Ano Internacional da Mulher, em 1975, passou a ser disputada também no feminino. O uruguaio Oscar Moreira, foi o primeiro estrangeiro a participar da prova. A internacionalização da São Silvestre permitiu que os brasileiros vissem o lendário Emil Zatopek vencer a corrida chegando mais de 500m à frente do segundo colocado. O ano era 1953, e o tcheco, morto em novembro passado, já tinha em seu currículo três medalhas de ouro olímpicas. Além de Zatopek, outros estrangeiros entraram para a história da competição: o argentino Osvaldo Suarez, tricampeão, em 1958, 59 e 60; o belga Gaston Roelants, vencedor em 64, 65, 67 e 68; o colombiano Victor Mora, quatro vezes campeão, em 72, 73, 75 e 81, o equatoriano Rolando Vera, tetracampeão, com vitórias em 86, 87, 88 e 89 e, mais recentemente, o queniano Paul Tergat, campeão em 95, 96, 98 e 99. Por outro lado, o Brasil ficou mais de 30 anos sem fazer um vencedor. O jejum, que começou em 1947, com a vitória do uruguaio Oscar Moreira, só foi terminar em 1980, com José João da Silva, que venceria mais uma vez, cinco anos depois. Hoje, teremos mais uma SS.VERDÃO POSITIVOO Palmeiras bateu um recorde. Foi o clube brasileiro que mais jogou no ano 2000. Ao todo, realizou 92 partidas. Apesar de ter desfeito o time duas vezes e tido três treinadores (Luiz Felipe Scolari, Murtosa e Marco Aurélio), conseguiu entrosamento e bom rendimento, a ponto de ter conquistado o Torneio Rio-São Paulo e a Copa dos Campeões. O título desta segunda competição lhe garantiu a classificação para a Taça Libertadores da América do próximo ano. Além disso, fez a final da Copa Mercosul e chegou às semifinais da Copa João Havelange. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o Verdão disputou 46 partidas. Venceu 23, empatou 12 e perdeu 11. Com Murtosa, foram cinco jogos - três vitórias, um empate e uma derrota. Com Marco Aurélio, 41 partidas, das quais venceu 19, empatou 11 e perdeu 11. O Palmeiras conquistou o Torneio Rio-São Paulo com Felipão e a Copa dos Campeões, no Nordeste, sob o comando de Murtosa, atualmente auxiliar de Scolari no Cruzeiro. Alviverde teve um ano positivo. BRIGUENTOOséas envolveu-se numa briga sexta-feira à noite, num bar no bairro do Bonfim, em Salvador. Motivo: o atacante do Cruzeiro recusou um pedido de autógrafo de um fã. O torcedor, após insistir por três vezes pelo autógrafo, começou a trocar socos com o jogador, que teve sua BMW azul-marinho danificada a pedradas pelos freqüentadores do bar. DE VOLTAHiguita, de 34 anos, está de volta ao futebol. Depois de passar um tempo afastado, ele acertou com o Atletico Junior, de Barranquilla, e vai disputar a Libertadores em 2001. O folclórico goleiro colombiano, de 34 anos, ficou conhecido internacionalmente por jogar muito adiantado, quase como um líbero. No entanto, o estilo que o tornou famoso também trouxe dor de cabeça aos colombianos na Copa de 90, na Itália. Ao tentar sair jogando, ele perdeu a bola para Roger Milla, que marcou o segundo gol de Camarões na vitória por 2 a 1, causando a eliminação da Colômbia nas oitavas. Os cartéis de Cali e Medellin ficaram doidos com Higuita.CARTOLA CAROMaradona pediu US$ 8 milhões - R$ 15,6 milhões - para ser cartola. A proposta foi feita ao dirigente do Napoli, Corrado Ferlaino, que está em Buenos Aires para tentar convencer o ex-craque a assumir o cargo de diretor-geral da equipe italiana. Maradona quer jogar três partidas com a camisa do Napoli, equipe que defendeu de 1984 a 91 e na qual consagrou-se. A idéia do argentino é realizar mais três despedidas - uma em Nápoles, outra em Buenos Aires e a derradeira em Havana - para depois dedicar-se às suas novas funções, fora dos gramados. GUERRAMesmo antes de começar, o Rali Paris-Dacar já enfrenta problemas. Segundo comunicado de uma entidade ligada aos saaraui, que vivem numa parte do território do Marrocos, se o rali invadir os domínios do povo, uma guerra será declarada. Se houver nova provocação dos marroquinos, apoiada indiretamente por França e Espanha, haverá uma batalha de resultados imprevisíveis. Depois de passar por França e Espanha, o trajeto do rali segue justamente para o Marrocos. APOIADOJosé Roberto Franco, o Sapé, vem fazendo o que pode, mas o esporte da cidade vive um momento difícil e não recebe a verba da prefeitura - que é pequena, por sinal - há exatos três meses. A última vez que a graninha foi repassada ocorreu em setembro, portanto. Várias modalidades esportivas pararam de funcionar por falta de material. Um elemento ligado a uma escolinha me informou que a garotada está até sem bola para treinar. Apesar desses problemas, a comunidade esportiva apóia Sapé.
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