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Redação
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Jogo de xadrez

O ano novo em Bauru começa com uma intrincada negociação política - a da eleição para a presidência da Câmara Municipal. As discussões assumiram tal caminho que remetem para as eleições quase gerais de 2002, notadamente a parlamentar. O jogo é de xadrez e o resultado ainda é imprevisível. Poderá, inclusive, haver uma surpresa de última hora.

Peças-chaves

As conversações com colegas, por parte de João Parreira (PDT) e de Walter Costa (PPS), seguiram no dia de ontem, véspera do Réveillon, e vão se intensificar hoje. Há alguns nomes-chaves neste tabuleiro, que podem decidir a eleição. São eles: Edmundo Albuquerque (PSDB), Rodrigo Agostinho (PMDB), Pastor Luiz (PDT), Leandro Martins (PPB), José Eduardo Ávila (PPB).

Realinhamento

Na mesa de discussões há toda sorte de compromisso e de articulações, inclusive a promessa de apoio e até de dobradinhas nas eleições para deputado em 2002. Há, inclusive, um possível novo grupo político em gestação, como consequência do resultado eleitoral de outubro.

Malas prontas

Informações dos bastidores do PDT dão conta de que Faria Neto e Roberto Purini reviram seus projetos políticos devido à derrota de Pedro Tobias e estariam de malas prontas para desembarcar em outro partido, possivelmente o PPS, de Walter e de Nilson Costa. Este seria um dos pontos do acordo com Walter Costa.

Olho em 2002

Valendo-se do cacife político que adquiriu com a eleição de seu filho - Renato Purini - Roberto Purini teria negociado seu voto em Walter Costa pensando em ser candidato a deputado em 2002, na tentativa de reiniciar sua carreira, interrompida pelas urnas. Com tudo isso, o PDT pode estar caminhando para uma implosão em sua bancada.

Pára-quedismo

Na esteira das articulações eleitorais antecipadas, viriam para Bauru, no tradicional pára-quedas eleitoral, nomes do PPS estadual como João Herrmann, que dobraria, enquanto candidato a deputado federal, com um candidato a deputado estadual local (Roberto Purini?). Há ainda Arnaldo Jardim, presidente do PPS no Estado, que sempre que pode passa pela cidade.

Primeiro retrato

A eleição da Câmara acabará, desta e de outras formas, constituindo-se num primeiro e fiel retrato do reagrupamento de forças a partir de agora. O prefeito Nilson Costa está posicionado como um expectador privilegiado. Só não se sabe até que ponto ele deixa que articulem por si, para evitar desgastes, ou se tem sido mantido à distância de propósito dos acordos políticos de seu grupo.

Valle cobra

Ontem, ao retornar da viagem que fez aos Estados Unidos, Luiz Carlos Valle procurou o JC para dizer que ainda está de olho na eleição da Câmara e que espera contar com votos que, segundo ele, lhe foram prometidos por Leandro Martins (PDT), pelo Pastor Luiz (PDT) e Oswaldo Paquito (PFL). Isso embola um pouco mais o quadro sucessório.

Tertius

Quer mais motivos para embolar: o vereador Edmundo Albuquerque, do PSDB, está silencioso até agora à espera de um desfecho que faça dele o famoso tertius da eleição. Após ter tentado, inicialmente, sem obter sucesso, ser o candidato do grupo político de Nilson, Edmundo acha que pode ser a alternativa possível no outro grupo, com o qual, aliás, se identifica muito mais, historicamente.

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