Em entrevista por telefone ao JC, o coordenador de Educação do Interior, Elcio Antonio Selme, atribuiu a não comunicação da substituição de Edinéa Sita Cucci ao diretório municipal do PSDB a uma questão de desencontro de informações.
O desenrolar do fato foi bastante tranqüilo. Não informamos a substituição antes porque era sexta-feira e não houve tempo hábil, em função da aproximação do final de semana, nada mais. Por isso mesmo é que fiz questão de vir até Bauru para conversar com membros do partido e participar da solenidade de posse do novo dirigente de ensino, explica.
A cerimônia de posse de Jair Sanches Vieira, novo dirigente de ensino, foi realizada às 16 horas de ontem, no auditório da Diretoria Regional de Ensino. De acordo com participantes do evento, a solenidade se desenrolou sob clima tenso, com direito a críticas dirigidas ao governo do Estado e à Secretaria do Estado da Educação.
Antes de ouvir as críticas de diretores e professores de Bauru e região presentes na posse de Vieira, Selme almoçou com lideranças tucanas locais, para as quais explicou as razões sobre a ausência de comunicação prévia em relação à substituição da dirigente de ensino. Foi uma questão técnica, nada mais. Edinéa realizou um excelente trabalho e o Jair é da região, já trabalhou em Lençóis Paulista, comenta.
Selme refutou as críticas feitas por Edinéa, veiculadas na edição de ontem do JC, de que não tinha apoio da Secretaria do Estado da Educação para desenvolver projetos em Bauru. Em cinco anos, a ex-dirigente diz não ter conseguido abrir novas vagas em escolas estaduais da cidade.
Não há alunos sem vagas em escolas estaduais de Bauru, por isso, entendemos que não havia necessidade de abrir novas vagas. O problema é que houve migração interna na cidade e não houve tempo hábil para atender as regiões mais populosas, explica Selme.
De acordo com o coordenador de Educação do Interior, Bauru tem obras programadas para 2002. Selme lembra ainda que o governo estadual deu respaldo, sim, à Diretoria de Ensino de Bauru, investindo, em cinco anos, R$ 2,12 milhões em reformas. Quarenta e sete escolas passaram por intervenções e foram repassados mais R$ 3 milhões para reparos e compra de materiais, completa.
De olho em 2002, tucanos dão início à reestruturação
A exoneração de Edinéa Sita Cucci à frente da Direção Regional de Ensino será discutida sábado, durante reunião do diretório municipal do PSDB. A pauta inclui ainda a reestruturação do partido.
O trabalho de reestruturação começou esta semana e tem como base uma campanha de filiação. O partido precisa passar por uma oxigenação e não é só aqui, mas no Estado todo. Precisamos estar preparados para a eleição de 2002, afirma Élio Busch, coordenador regional do PSDB.
Na reunião de sábado, os membros do diretório conhecerão os critérios da reestruturação e os calendários de atividades do PSDB paulista para 2001. Até abril, dezenas de cidades paulistas realizarão encontros com a participação de lideranças estaduais tucanas, tudo com o objetivo de fomentar a união partidária e atrair novos filiados.
Em Bauru, o diretório municipal recebe as lideranças estaduais em 14 de abril. O encontro também incluirá tucanos de Lins e Jaú. Antes, os bauruenses se encontram com colegas de partido no 1.º Encontro Estadual do PSDB, a ser realizado em São Paulo, e que abrirá oficialmente a campanha de filiação.
O cronograma do PSDB paulista inclui, ainda, encontros estaduais da juventude (em março), das mulheres (abril) e dos sindicalistas (maio), culminando com o Congresso Estadual do PSDB, em junho. Todos os eventos têm como objetivo preparar os membros do partido para as eleições de 2002.
Àqueles que avaliam ser cedo para discutir o processo eleitoral, Busch lembra que 1.º de outubro de 2001 será o último dia para os partidos receberem filiações de deputados federais. Precisamos pensar em termos políticos-partidários, buscando um caminhar forte, porque depois de outubro não dá para fazer mais nada, afirma.