Jaú - Diante das notícias de que a alguns municípios, como Araraquara e Ribeirão Preto já registraram vários casos confirmados de dengue este ano, a Secretaria Municipal de Saúde de Jaú procura tranqüilizar a população, lembrando que a situação no município está sob controle uma vez que a Secretaira mantém, através da Vigilância Epidemiológica, um programa permanente prevenção e de erradicação da dengue.
A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes egypti, originário da África, que também é responsável pela febre amarela e pela dengue hemorrágica. Como resultado desse trabalho de prevenção o índice de Breteau (cálculo que se faz para avaliar o nível de infestação domiciliar por aedes egypti) tem se mantido estável e em níveis aceitáveis (menos que 5%) no município de Jaú, mesmo nos períodos máximos de chuvas, que, em nossa região ocorre nos meses de janeiro, fevereiro e março, explica o Secretário municipal de Saúde, Antonio Marcos Rodrigues. No ano 2000 esses valores foram a 1,68%, 3,23% e 3,98%. No mês de dezembro passado o valor foi de 2,21% e a média anual de todo o ano 2000, em Jaú, foi de 1,27%, explicou ainda o secretário.
Para que esses resultados fossem consolidados, Antonio Marcos Rodrigues explica que foram realizadas, aproximadamente, 130 mil visitas domiciliares, durante todo o ano 2000, pela Equipe de Agentes Vetores da Vigilância Epidemiológica. Isto significa que cada moradia foi visitada, pelo menos três vezes durante o ano. Além disso, foram realizados ainda arrastões de limpeza em vários pontos do município.
A Vigilância Epidemiológica realiza ainda, periodicamente, campanhas de esclarecimento em eventos com grande presença de público, como a Expo-Jaú, e panfletagens junto a estabelecimentos públicos de ensino, postos de saúde, igrejas, sindicatos e também junto ao comércio em geral ainda promove, permanentemente, ciclos de palestras na Polícia Mirim, Tiro de Guerra, Grupos da terceira idade e escoteiros.
O que é a dengue?
A doença se manifesta após um período de incubação que dura, em média, de cinco a seis dias e seus sintomas, que se apresentam abruptamente após esse período, são febre alta, dor de cabeça, dor nos olhos e dor nas juntas, daí a dengue ser conhecida também como febre quebra ossos. Além disso, podem surgir ainda outros sintomas, como manchas vermelhas na pele e hemorragias discretas (sangramento nasal ou gengival) ou o paciente pode apresentar um quadro hemorrágico mais extremo, que pode causar até a morte.
Não existe tratamento específico para a dengue. A providência mais correta é a pessoa permanecer em repouso, beber muito líqüido e só usar medicamentos para aliviar a dor e a febre. Não devem ser usados, em nenhuma hipótese, medicamentos à base de ácido acetil salicílico como AAS e aspirina.
Toda pessoa que apresentar os sintomas da doença deve procurar imediatamente o Posto de Saúde mais próximo de sua residência para avaliação e orientação médica. Em caso de qualquer dúvida ou necessidade de esclarecimento, o paciente deve entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica pelos telefone 624 7706.
Como evitar a dengue?
A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer, eliminando os seus criadouros. Deve-se ficar atento, especialmente nas residências, para não se deixar recipientes de água parada. O mosquito da dengue tem características muito particulares e é facilmente identificável: ele é escuro e rajado (listrado) de branco, é menor do que o pernilongo comum, tem o hábito de picar durante o dia e se desenvolve em água parada e limpa.
Para evitar a proliferação do mosquito é importante cobrir bem caixas dágua e tambores que servem como depósito de água; não deixar água acumulada em pneus, pratos de vasos ou xaxins, garrafas, latas e copos descartáveis; limpar as calhas com freqüência e tratar as piscinas; higienizar corretamente os bebedouros de animais; e evitar plantas aquáticas, trocando a água por areia.