Geral

Cuidando da saúde

(*) N. Serra
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Não pode ser atirada abruptamente ao cantinho das coisas imprestáveis a advertência feita pelo ilustre ministro José Serra, da Saúde, nos diversos canais de televisão, há poucos dias, quanto às condições que os municípios podem oferecer para propiciar o aparecimento de casos de dengue e febre amarela em seus domínios. O xará do articulista foi claro, revelando que mesmo nas cidades onde eventuais focos forem encontrados e destruídos, através dos tempos, o problema não pode ser considerado totalmente eliminado, pois é necessário que, paralelamente à profilaxia, nelas seja efetuada uma completa operação-limpeza, abrangente ao máximo. Serra, demonstrou-o muito bem, furtou-se a ser alarmante, mas não teve como deixar de despertar a atenção dos Poderes Públicos Municipais para os riscos a que a falta de uma faxina geral nas suas Zonas Urbanas e até mesmo Rurais pode expor as populações, sujeitando-as ocasionalmente à febre amarela, que tende a enganar redondamente a quantos pensem que ela teria mudado de cor...

O alerta não pode deixar de ser considerado por nenhuma comuna, precisando ser acolhido por todas elas, não a deixando apenas como uma pregação inconseqüente, até porque o problema da infestação da febre colorida, que muitas vezes pode não ser gerado localmente e, sim, trazido por visitantes ocasionais das cidades, impõe ser observado sob todos os ângulos possíveis e imagináveis para que possa ser enfrentado em tempo hábil e com possibilidade de total êxito. Não se pode admitir que as administrações municipais, que na expressão de suas vozes mais autorizadas, do prefeito em primeiro lugar, mostram-se sempre plenamente voltados para o binômio saúde-lazer, descurem da obrigação de imunizar suas urbes contra a ação nefasta do mosquito transmissor das doenças. Inadmissível, sem dúvida! Por isso, precisam os dirigentes de Executivos entrarem com providências efetivas para que seus municípios se ponham ao largo, longe das investidas das larvas do intempestivo e feroz veiculador. O diligente titular da Saúde nacional traçou bem os rumos que precisam ser tomados. Explicou tim-tim por tim-tim o que se incumbe fazer para uma caçada sem tréguas aos voadores indesejáveis que aparecem nos pedaços proibidos inexoravelmente pela saúde das populações. É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado

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