A tesouraria regional do Banco do Brasil está sem receber moedas desde novembro de 2000, provocando a falta
É pequena a quantidade de moedas em circulação no mercado. Existe dificuldade em encontrá-las até mesmo nas instituições financeiras. De acordo com informações do Banco do Brasil (BB), a tesouraria regional do banco, instalada em Bauru, não recebe moedas desde novembro do ano passado.
De acordo com o gerente de área do BB, Francisco Alberto Pesso Lopes, que entrou em contato com a tesouraria regional a pedido da reportagem, a informação fornecida pelo Banco Central à instituição é de que a produção de moedas será retomada no próximo mês. Somente a partir dessa data, o repasse de moedas aos bancos deve voltar a ocorrer de forma satisfatória.
Enquanto isso, a tesouraria do BB solicita à população para que as moedas sejam colocadas em circulação. Segundo Lopes, informações provenientes do Banco Central dão conta de que a quantidade de moedas colocada no mercado seria suficiente se elas estivessem sendo utilizadas pela maioria das pessoas. O fato de muita gente preferir utilizar as notas de papel e deixar as moedas como última opção, pode estar aumentando a dificuldade de encontrá-las no mercado.
A mais difícil de se ver é a moeda de R$ 0,01. A falta delas dificulta o troco em estabelecimentos comerciais, o que aborrece os consumidores. Em Bauru, as três unidades da rede Confiança de Supermercados chegaram a um ponto tão delicado, que a diretoria decidiu desenvolver uma ação com o objetivo de atrair as moedas para a empresa.
A diretora financeira da rede, Tereza Zogheib, conta que a saída encontrada foi anunciar que, a cada R$ 10,00 em moedas que o cliente levar para trocar com o supermercado, ele ganha cinco pãezinhos. Segundo a diretora, a medida foi introduzida na empresa há cerca de 40 dias e os resultados já estão aparecendo. Nos caixas, a situação melhorou, mas ainda é preciso ter mais moedas circulando para diminuir os problemas causados a clientes e à própria empresa.
A falta de moedas estava grande, principalmente as de R$ 0,01. Então, nós decidimos fazer essa ação porque estava ficando constrangedor os caixas terem que perguntar aos clientes se poderiam ficar devendo R$ 0,01 ou R$ 0,02. Nem nos bancos estávamos encontrando moedas. O cliente quer receber o seu troco corretamente e nós também queremos dar o troco certo, em dinheiro, e não em balas, observa Tereza.
De acordo com ela, a falta de moedas em circulação chegou a causar à empresa prejuízos de R$ 50,00, por dia, entre as três unidades da rede de supermercados. Com a falta de moedas, muitas vezes o caixa arredondava para cima para devolver o troco ao cliente. Com o tempo, começamos a ter prejuízos em torno de R$ 50,00 por dia no fluxo de caixa, diz a diretora.