Geral

Nova isca

Rodrigo Tadao Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Ano de 1997, época de Semana Santa, eu mais meus companheiros de pesca e outras coisas mais, Diego e Totó, combinamos uma pescada, lá na Fazenda do do amigo Jansen, pai do Diego, situada em Rosária, Distrito de Marília. Logo pela manhã, cuja fazia um tremendo calor, aprontamos as traias para uma pesca de traíras cujas informações do criado era um lugar onde se tirava traíra do mesmo jeito que a branquinha descia pela garganta, fácil fácil. Então partimos para a tal represa que havia próximo ao local.

Todos sabem que a pesca de traíra é feita nos meios de paus e taboas. No primeiro instante, quando chegamos à represa, descemos num barranco, e nosso companheiro, desses bem calibrados na branquinha, já, fora tirando um litrinho de dentro do caldo e colocando dentro da água para não ficar muito quente. Na represa era tirado tudo quanto era peixe, lambari, piau, tudo o que se podia imaginar, menos a bendita traíra.

O dia foi passando e nada de traíra. À noitinha, lá pelas 18h30, os borrachudos começavam a nos atacar e os insetos começam com sua orquestra. Nesse período, a garrafa de nosso companheiro, já seca, estava apenas boiando no local em que havíamos cevado um pouco de milho. Foi também o momento em que nos preparávamos para abandonar o navio, quando de repente algo puxou a garrafa para baixo. Olhamos um para a cara do outro e, não acreditamos o que estávamos vendo.

Uma baita de uma traíra estava enroscada nos pedaços de pau que havia próximo à ceva de milho, com a garrafa entalada na sua boca. Após todo esse tempo e todas as marcas pelo corpo, graças aos borrachudos que nos deixaram como se tivéssemos sarampo, pudemos nos deliciar de uma baita duma fritada, e o gosto dela, acreditem, pois é pura verdade, tinha um sabor de uma bela branquinha!

Rodrigo Tadao Goto tem 21 anos, é pescador e contador de histórias

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