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Greve de caminhoneiros deve ser iniciada na segunda-feira

Redação
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Os caminhoneiros e transportadoras de cargas devem iniciar uma greve nacional, à zero hora de segunda-feira. A decisão foi tomada, ontem, após reunião na Federação dos Caminhoneiros, em São Paulo. A iniciativa de paralisar a movimentação dos caminhões nas estradas estava para acontecer já há algum tempo, mas a situação se agravou após o governo não conseguir fechar acordo com representantes da classe dos caminhoneiros, dias atrás.

Entre as principais reivindicações dos grevistas estão a aposentadoria após 25 anos de serviço; a redução no preço dos pedágios em até 50%, parceladas em três anos na forma de escalonamento, e um maior rigor no combate à violência nas estradas. De acordo com o presidente do Sindicado dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, Waldir Faria Freitas, o número de roubos de carga nas estradas aumentou muito nos últimos anos. Queremos uma punição mais severa para os assaltantes e receptadores da carga, afirma.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Caminhoneiros e vice-presidente do movimento de greve, José da Fonseca Lopes, a atuação começará por pontos estratégicos de distribuição de combustível, como o Porto de Santos, Paranaguá e Paulínea. Bloquearemos o transporte dos combustíveis primeiro e, gradativamente, paralizaremos o transporte de outros materiais. Lopes afirma, ainda, que mesmo a região de Bauru deve paralizar toda forma de transporte de carga, já na segunda-feira.

O presidente confessa estar decepcionado com a posição dos postos de abastecimento em relação à greve. Segundo Lopes, eles não cumpriram com a palavra. Estava tudo acertado entre nós e os postos para que entrássemos juntos no movimento. Foi quando o governo os chamou para uma reunião e aumentou a margem de lucro. Resultado: ficamos sozinhos.

Lopes diz que, até agora, não existe nehuma negociação em Brasília e que, por isso, essa greve que começa na segunda não tem data para terminar. Mas, desta vez, pensamos a greve de modo mais organizado, a fim de deixar a população ciente do problema, e não colocá-la contra nós.

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