O povo do mundo passa fome! Muitos não têm o que comer no dia-a-dia, outros têm e sobra, se todas as sobras fossem direcionadas para o povo da Índia, que sofreu um terrível terremoto, minimizaria o sofrimento dos que foram soterrados. As guerras do passado devem ser esquecidas, mas as sobras do primeiro mundo, de comida, poderiam embarcar para o povo africano, que é o mais pobre do mundo. Coloquei o é em vez do são na frase passada, pois quem passa fome deve ser tratado com muita dignidade, são seres humanos singulares. Quando um povo está em guerra, para que todos fiquem sensibilizados, como regra internacional, deveriam cuidar dos seus doentes, por suas loucuras, em hospitais solidários, onde médicos de ambos os lados trabalhariam em conjunto. supervisionados por uma força de paz internacional, a mídia poderia transmitir o sofrimento humano, não com o intuito de gerar ódio, mas para mostrar o trabalho solidário realizado em conjunto; vai do belicoso na direção do solidário. Como justificativa são direitos humanos, devem ser vários, sempre e por todo o mundo. A solidariedade deve partir dos mais abastados, os que detém as sobras. É o balanço de poder famélico.
O mel é um alimento muito saudável, nas civilizações onde é consumido o povo passa menos fome, as sobras, as favas, podem virar velas, é lindo poder dormir à luz de velas, a luminosidade é menos intensa. Os que intentam criar abelhas devem ser muito criteriosos, pois ataques de abelhas podem matar seres humanos, mas bem monitoradas, podem gerar muitos frutos à serem utilizados, assim minimizaríamos o sofrimento humano, pode parecer algo complicado e detalhista mas o apiário são criações que estou citando como exemplo. A respiração das plantas, processa-se através de uma série de atos, ocorridos na cadeia alimenta dos vegetais, como é bom respirar ar puro, o povo da terra deve ter um ar livre de poluição humana, para o bem da própria humanidade. A criação de um imposto mundial verde poderia incidir nas fábricas que mais expelem poluentes, são um tipo de compensação, que a humanidade como um todo, espera ver concretizada. O Sul do Globo espera compensações, que imediatamente podem redundar na declaração de extinção de todas as dívidas monetárias externas que um país tenha com o outro. Caso o Fórum Econômico Mundial fosse uma instância global supranacional, o acordado deveria ser imposto na legislação de todos os países do mundo, todos seriam compelidos a recebê-las, a construção destes acordos viabilizar-se-ia através de negociações multilaterais e o Fórum Social Global que está ocorrendo no Brasil pode fundir-se com o de Davos, poderíamos receber todos os negociadores que os países queiram enviar, é uma exaustiva rodada de acordos tácitos. Se a rodada do Gatt falhou, a do milênio foi deixada de lado, devemos refletir e buscar novos acordos internacionais, com o intuito de salvar milhares de pessoas que passam fome pelo mundo afora. Banir esta fome é um direito humano elementar. A economia mundial não pode ser impeditiva, as regras sociais devem ser de maior valor, o Sul do Brasil é um espelho para o mundo, é um incipiente laboratório que pode ser modificado e aperfeiçoado ao longo do tempo.
A OTAN, instituição Européia, liderada pelos norte-americanos, deve, através de seus países membros, pagar indenizações brutais para os demais países do Globo, pelas bombas cirúrgicas lançadas no deserto, ou na Bósnia, sei lá! Como pensador, lanço a idéia de propor que as indenizações de guerra prescrevam em vinte anos, o que ficou para traz devemos deixar de lado, mas um órgão mundial belicoso, com a possibilidade de inclusão de todos os país que desejam aderir, sem discriminação de nenhum tipo, através de normas multilaterais, modificariam esta idéia fictícia inicial.
O íntimo da norma final estabelecida, sobre os mais diversos assuntos, sempre deve redundar na superioridade hierárquica das normas Sociais-Humanas-Ecológicas. É a democracia mundial, exercida de forma transnacional. É uma incipiente ação para a constituição de uma Constituição Mundial Solidária.
(*) Fernando MarreyE-mail fmarrey@uol.com.br