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Polícia investiga suposta rede de corrupção em Araraquara

Redação
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Araraquara - O Ministério Público e a Polícia Civil de Araraquara estão investigando uma suposta rede de corrupção formada por funcionários da penitenciária e policiais militares que fazem a segurança externa da unidade. Na tarde de ontem, a Promotoria e a delegacia-seccional da cidade realizaram uma reunião para decidirem os critérios a serem adotados durante as investigações. Uma nova reunião está marcada para manhã de hoje.

O promotor criminal Naul Luiz Felca, 35 anos, afirmou que uma junta de promotores deverá ser criada, com até três promotores, para dividir as investigações. "O caso requer um aprofundamento maior e a participação de outros promotores só vem ajudar", disse Felca. O caso vinha sendo investigado pelo delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Gérson Matiolli, mas a mudança ocorreu por ordem judicial.

Matiolli disse na manhã de ontem que funcionários e policiais militares estão sendo investigados. "Os agentes de segurança da penitenciária encontraram um aparelho celular jogado por um PM (policial militar) da muralha", afirmou o delegado. Durante a entrevista o delegado defendeu veemente o ex-diretor da penitenciária, Leandro Pereira. "Ele é vítima. Na ocorrência ele é vítima. Vocês ficam colocando que a fuga custa R$ 200 mil por preso, vocês ficam falando sem provas", disse.

O promotor, por outro lado, afirmou que todas as hipóteses serão investigadas. "Nós vamos ouvir todo mundo, quantas vezes for necessário até tudo ficar esclarecido", disse.

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