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Kiu parolas Esperanton?

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 3 min

Língua criada em 1887, o esperanto chega ao século 21 e se espalha pela Internet; Bauru mantém sociedade de ensino do idioma

A pergunta é: Quem fala esperanto? Ou, para os cerca de 10 milhões de pessoas que se estima que falem o idioma: Kiu parolas Esperanton?

Na verdade, não há um registro oficial que diga com exatidão quantas pessoas praticam a língua criada para ser universal. Mas, com o advento da Internet, esse número tende a crescer bastante nos próximos anos, atingindo os objetivos de seu inventor, o polonês Lazaro Luís Zamenhof - ou seja, aproximar as pessoas de todas as partes do mundo através de uma língua comum.

Se em 1887 Zamenhof já vislumbrava a possibilidade de todos os seres humanos se comunicarem por uma única língua, o que ele diria passados mais de cem anos, quando programas como o ICQ permitem troca de informações em tempo real por todo o planeta?

José dos Santos Simas, 50 anos, presidente da Sociedade Bauruense de Esperanto, é uma das pessoas que se utiliza do programa quase que diariamente para se comunicar com outras no mundo todo. Tenho uma relação de mais de 400 esperantistas com as quais me comunico pelo ICQ, afirma.

Na Internet - ou Interreto, para os esperantistas, ainda é possível encontrar diversas páginas informativas a respeito do idioma ou pertencentes a associações afins (veja boxe).

Em Bauru

A Sociedade Bauruense de Esperanto existe na cidade desde 1965. Segundo o presidente da entidade, em Bauru são cerca de 300 esperantistas, número considerado razoável.

Todos os meses, são organizadas reuniões e encontros regionais, nos quais os participantes realizam conversações e lêem poesias, entre outras atividades. A Sociedade também mantém uma biblioteca.

A entidade tem um programa de cursos, que vão do básico ao avançado, com aulas durante a semana e aos sábados. O endereço é rua Batista de Carvalho, 4-33, 14.º andar, sala 1403. Informações: 212-4008.

O que é?

O esperanto é uma língua internacional criada pelo polonês Lázaro Luís Zamenhof, em 1887. Seu objetivo é ser a segunda língua de cada povo, sem, porém, ter a pretensão de substituir os idiomas nacionais.

O esperanto se baseia nas línguas modernas, com mais de 60% dos radicais de origem latina. A Academia Francesa de Ciências o qualificou como uma obra prima de lógica e simplicidade.

Com o intuito de facilitar seu aprendizado por qualquer pessoa, sua gramática foi elaborada para ser extremamente simples, sem irregularidades nem exceções ou complicações ortográficas. Cada letra corresponde um som e vice-versa.

Não há dialetos em esperanto, o que permite que um esperantista japonês fale com um árabe ou brasileiro sem maiores problemas. Como todo idioma nacional, o Esperanto também evolui, mas os neologismos e arcaísmos não perturbam o fundamento básico da língua internacional.

Atualmente, existem mais de 100 periódicos escritos na língua internacional, além de clubes e associações no mundo todo. Só no Brasil, são mais de 70. Também existem mais de 50 mil livros escritos no idioma e todas as grandes obras já ganharam tradução, desde a Bíblia, o Alcorão até as obras de Shakespeare, Goethe, García Lorca e Jorge Amado.

Por duas vezes a Organização das Nações Unidas, através da Unesco, em 1954 e em 1985, reconheceu o esperanto e seu desenvolvimento no campo internacional. Além disso, a Unesco recomendou aos estados-membros que ampliassem o ensino da língua. Isso evitaria os gastos excessivos com tradutores simultâneos durante as reuniões internacionais.

Esperanto na Internet

Liga Brasileira de Esperanto - www.esperanto.org

Página mundial - www. esperanto.net

Associação Universal de Esperanto - www.uea.org

Grupo Esperanto-BR - www.esperantobr.cjb.net

Kultura Centro de Esperanto - www.esperanto.cc

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