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PARABÉNS, PROFESSOR!

João Álvares
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Velhice: tempo de sabedoria. Presto uma antecipada e merecida homenagem aos 80 anos de vida, que vai acontecer aos 13 dias do mês de agosto deste ano 2001, do prof. Gabriel Ruiz Pelegrina. Fazer 80 anos não é a mesma coisa que fazer 20. É muito mais maturidade, experiência, trabalho, sabedoria. Fazer 80 anos, ou mais, ou menos, é mostrar ao mundo que a vida é para ser vivida, dentro daquela sabedoria divina que Deus, nosso pai celestial, nos ensinou. Fazer 80 anos deveria ser um sinal de que o homem merece respeito do próprio homem, o que não está acontecendo. Hoje, o idoso é quase sempre desprezado, acusado de inutilidade e sua dignidade não é respeitada. O velho não é um estorvo e, sim, fonte de alegria. A velhice e a infância têm muito em comum, principalmente porque são fases em que somos puros, sábios e acreditamos fielmente na vida.

Que cada idoso tenha o descanso merecido por todos os anos de trabalho, que seja respeitado como pessoa, que seja querido no melhor sentido da palavra avô; que seja preservado e defendido como um tesouro muito valioso e que, quem sabe, um dia, todos os jovens de hoje consigam chegar à velhice com a mesma força e serenidade e muito trabalho, como a do nosso homenageado.

Na velhice, apesar de se perder o viço da juventude, a pessoa pode unir a pureza da criança, a alegria da mocidade, a paciência que só quem viveu, assim como o nosso irmão em Cristo, companheiro da Academia Bauruense de Letras, prof. Gabriel Ruiz Pelegrina está vivendo, tem a certeza de que a vida vale a pena e, acima de tudo, a sabedoria e a experiência que só podem ser adquiridas por quem percorre as estradas do tempo, vivendo seu tempo. Parabéns, professor! (João Álvares)

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