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Brasil que dá certo

(*) Edson Martins
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil é, reconhecidamente, o país dos contrastes e assim, o desenvolvimento e o subdesenvolvimento, os ricos e os pobres, os incluídos e os excluídos sociais se acotovelam nas cidades. Há uma acirrada disputa pelo direito de sobreviver, viver e prosperar.

Neste verdadeiro mar de opostos, há uma entidade que se revela cada vez mais promissora e notável, que é a empresa bem planejada e organizada. Não importa se é nacional ou multinacional, se é da antiga ou da nova economia; as empresas, ou negócios, quando bem planejados e administrados vêem suas chances de sucesso se multiplicarem.

Atualmente, no campo dos negócios não há lugar para o improviso. A sorte, antigo sinônimo de sucesso no mercado, hoje está aliada a planejamento e conduta profissional. O empresário necessita de sorte, sim, porém não há sorte sem planejamento e gestão profissionais.

Quando observamos as condições econômicas nacionais, notamos que todos os aspectos estão sendo sinalizados como positivos e favoráveis. A produção industrial é recorde nos últimos 6 anos, recuperando, inclusive, a queda verificada em 1999 e 2000. A inflação está contida, crescem as exportações, aumento na produção de autos; enfim, todos os ingredientes para o sucesso neste ano estão aí.

Temos ainda algumas sérias pendências, nível de emprego e distribuição de renda. Isto é feito num processo contínuo de intervenção governamental aliada ao crescimento da produção nacional.

Porém, para que o sucesso seja efetivamente alcançado, há a necessidade das empresas agirem de maneira absolutamente profissional no seu mercado. Isto significa dizer que um negócio não pode ser abandonado às puras questões probabilísticas de sorte ou azar. Há a necessidade de intervir no processo.

Empresas de sucesso, além das condições do seu mercado lhe serem favoráveis, possuem uma gestão segura e competente. Possuem uma visão clara do negócio em que atuam, têm um posicionamento explícito neste mercado, conhecem os seus clientes, os seus concorrentes, os seus fornecedores. Tais empresas tiram todo o proveito e benefício das Tecnologias da Informação.

E ainda, tais empresas possuem um preço competitivo dos seus produtos. Para tanto o seu custo de produção de bens ou serviços necessitam estar em níveis adequados e compatíveis com os preços praticados no mercado. As empresas sabem, não adianta administrar preços, isto é o cliente quem define. Temos sim, que administrar os custos.

As empresas de sucesso, possuem empregados treinados e motivados. E para isso, há que se resgatar a fidelidade dos seus colaboradores.

Desta forma, quando tivermos um mercado nacional formado por empresas dentro das características aqui apontadas, poderemos notar que estaremos vivendo, enfim, num Brasil que dá certo.

(*) Edson Martins é consultor de empresas em Tecnologias da Informação, professor de pós-graduação, autor do livro "A gestão da Informática nas empresas". E-mail: emartins@dglnet.com.br.

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