Fora todas as barreiras arquitetônicas existentes em nossas universidades, as quais impedem muitos deficientes de se formarem em nível superior, temos a discriminação. No meu caso, abandonei o curso de Direito devido às barreiras físicas do prédio, no qual um outro deficiente não conseguiu prestar o vestibular pois a faculdade não tinha provas em braile.
Até quando o secretário da Educação vai se calar? As universidades precisam se adaptar para receber esses alunos e facilitar sua formação com bolsas exclusivas, pois o esforço dos deficientes precisa ser reconhecido.
Falo tudo isso porque na USC tem um deficiente visual que é criado com mais três irmãos pelos avós e luta para fazer Psicologia. Sendo uma universidade dirigida por apóstolas de Jesus, que têm a formação para fazer o bem ao próximo, assim como têm demonstrado em alguns projetos, podiam dar uma bolsa a este esforçado jovem e não apenas créditos a serem pagos depois. Assim ele terminaria seus estudos e entraria no mercado de trabalho mais rapidamente.
Preservar a natureza é um dever de todos, mas amar ao próximo é um dever de quem o prega. (Jorge Munhoz - Jorjão - RG: 8.453.514)