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A você, mulher...!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 3 min

O mundo civilizado evoca hoje o Dia Internacional da Mulher. Lógico é que todos reverenciem à efeméride, sem dúvida a mais importante da humanidade. E por que dar-lhe significação assim tão positivamente extrema? Responda-se voltando os olhos e o pensamento para tudo quanto a mulher sempre representou na existência de todos os seres humanos! Não foi ela que, de parceria com o Adão da história, deu início à formação da humanidade de todos os tempos? Não é ela que, por todo o sempre, tem dado asas criativas ao universo inteiro, elevando-o incessantemente com a geração de milhões de seres habitantes do enorme território criado por Deus? Só em lembrar que, sem ela, o primeiro varão teria ficado sozinho no seu Éden e, depois, os povos em geral não teriam vencido tantos caminhos, como o têm feito até hoje e, certamente, continuarão a desenvolvê-lo indefinidamente, não se conceberia outra coisa! Não se poderia tergiversar!

E como surgiu a espécie, que encanta os homens com a beleza de suas formas, a poesia de seu sorriso, a ternura de seu olhar e o prazer de sua sexualidade? Só mesmo o supra-sumo da capacidade e da inteligência, chamado Deus e alcunhado de Criador, a teria inventado no início dos tempos. Foi assim que, logo depois de criar o homem, proclamou Deus: Não é conveniente que ele esteja só: vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele mesmo. E, adianta a Bíblia, que, após ter formado da terra todos os animais dos campos e todas as aves dos céus, conduziu-os até junto do varão, a fim de verificar como ele os denominaria para que todos os seres vivos fossem conhecidos pelos nomes que lhes desse o iniciador. Este, então, efetuou as nomeações. Mas não encontrou alguém que pudesse ser para si a auxiliar prometida. Por isso, o Senhor o adormeceu profundamente e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma das suas costelas, cujo lugar preencheu de carne. Foi assim, da costela que retirou, que Ele procedeu à criação da mulher. Quando a viu, exclamou o homem: Esta é, realmente, ossos dos meus ossos e carne da minha carne!

E estava formulado o belo sexo que, a partir daí, teria muitos filhos e estes começariam a se reproduzir indefinidamente. Hoje, tem o mundo quantos deles? Brancos, loiros, pretos, vermelhos, amarelos, ótimos, maus, cultos e incultos, de ambos os sexos, aí estão eles como frutos da gestação primeira e das demais que vieram nascendo e crescendo através destes prolongados milênios. Então, a mulher, que nasceu para ser somente mãe, agora é coadjutora do homem no exercício pleno de suas centenárias atribuições genéricas. Baixinhas, normais ou altas, magrinhas, esbeltas ou gordas, lá estão as meninas para entrar com seu quinhão. Então, façam-lhe todos a devida justiça, consagrem-lhe amor, afeição e admiração, e não se a tenham unicamente como instrumento de sexualidade. Reverencie-se-á carinhosamente neste seu Dia Internacional. Tirem-lhe o chapéu! E que todos os jornais do mundo publiquem-lhe foto de página inteira e até mesmo de corpo inteiro... respeitosamente! É a nossa opinião.

(*) N. Serra, jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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