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Penhor de jóias cresceu 18% no primeiro bimestre em 2001

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

O penhor de jóias teve um crescimento médio de 18% no primeiro bimestre do ano. De acordo com Selma Peres Rubira, gerente da agência Bauru da Caixa Econômica Federal (CEF), o número de contratos e o valor emprestado tiveram um aumento de demanda, em relação a dezembro. O crescimento se concentrou em janeiro, com alta de 45%. O segundo mês apresentou queda de 19% em relação a janeiro.

De acordo com Selma, o motivo para o aumento, principalmente em janeiro, é em razão das necessidades financeiras das pessoas, que têm que quitar vários compromissos, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), além de matrículas de crianças nas escolas, gastos realizados em dezembro, entre outras coisas.

A queda de 19% no número de contratos realizados em fevereiro se explica em razão da alta quantidade de janeiro. Mesmo assim, o acumulado dos dois meses proporciona um saldo positivo de 18% sobre dezembro. Quando comparado janeiro com o mesmo mês do ano passado, o crescimento apresentado foi de 10%. No mês seguinte, a alta sobre o mesmo mês de 2000 foi de 8%. Curiosamente, acumulando 18%.

Selma destaca que a procura pelo penhor ocorre porque é uma operação simplificada. Quem precisar penhorar uma jóia, por exemplo, tem apenas que levar a jóia e os documentos básicos (RG e CPF) e ter mais de 21 anos para fazê-lo. A pessoa não precisa fazer o cadastro, não precisa de avalista, nem precisa ser correntista do banco, afirma Selma.

A agência de Bauru faz penhor apenas de jóias, mas, na capital, pode-se penhorar desde filmadora até instrumentos musicais. A CEF dispõe de dois tipos de operações. A faixa 1, chamada de social, corresponde a avaliações de até R$ 300,00, com taxas de juros mensais de até 2,95%. Acima deste valor, na faixa 2, os juros sobem para 3,03% ao mês. O empréstimo, limitado a 80% do valor da avaliação, é referente ao valor real do bem, não ao valor artístico da jóia. Considera quanto vale em ouro a jóia, determina.

Outra vantagem defendida pela gerente é que as taxas de juros são bastante atrativas em comparação com as linhas de crédito pessoal, que exigem que a pessoa tenha conta corrente no banco e apresente uma série de garantias. No penhor, a garantia é a própria jóia. A pessoa entra com a jóia na agência e sai com o dinheiro na mão, numa operação rápida.

Historicamente, o penhor sempre foi uma operação bastante procurada. Quase sem exceção, mesmo em época de incerteza econômica, a procura pelo penhor nunca ficou ociosa. Tanto, que é sempre a primeira operação a reagir quando há aumento de procura por empréstimos.

O público que procura o penhor, segundo Selma, é o mais heterogêneo possível. Tem pessoa que penhora até a aliança de casamento.

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