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Associação promove palestra sobre o Mal de Alzheimer

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação dos Familiares e Amigos do Doente de Alzheimer (Afada), entidade fundada em Bauru em 1988, está convidando familiares e cuidadores de pacientes com a doença para uma palestra que será ministrada hoje, às 14h30. No evento, a psicóloga neurogeriatra Mônica Ribeiro Haddad vai abordar as conseqüências do Mal de Alzheimer para o paciente e para os familiares.

O presidente da Afada, Osvaldo Malini, ressaltou que é muito importante para os familiares e cuidadores esclarecer todas as dúvidas sobre a doença porque ela altera totalmente a vida da família. Conforme explicou, se a família não estiver preparada, pode se desestruturar porque o paciente torna-se totalmente dependente.

O Mal de Alzheimer é uma doença progressiva, sem cura, que leva o paciente a perder os neurônios. A causa e os tratamentos da doença, que acomete principalmente idosos, ainda são desconhecidos. No começo da doença, os sintomas são pequenos esquecimentos, normalmente aceitos pelos familiares como parte natural do envelhecimento, que vão se agravando gradualmente.

Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passam a apresentar alteração da personalidade, distúrbios de condulta e terminam por não reconhecer os próprios familiares até a si mesmos quando colocados frente ao espelho. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros. Iniciam-se as dificuldades de locomoção e a comunicação fica inviabilizada. Os pacientes passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares do cotidiano como alimentar-se, tomar banho e vestir-se.

A Afada faz reuniões mensais com o objetivo de orientar e dar assistência aos familiares e principalmente aos cuidadores. Nos encontros, são discutidas informações e troca de experiências sobre a doença através de dinâmica de grupo e acompanhamento psicológico com profissionais especializados na área.

A esposa de Osvaldo Malini foi afetada pela doença aos 54 anos de idade e hoje, aos 63 anos, é totalmente dependente de terceiros. Estimativas, de acordo com Malini, são de que a doença atinge 5% da população mundial com mais de 65 anos e 30% acima de 85 anos.

Serviço

A palestra será às 14h30, na sede da Afada, que fica numa sala da Igreja Presbiteriana, na rua Ezequiel Ramos 7-32.

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