Já dizia Marco Antonio: O mal que os homens fazem sobrevive a sua morte. O bem, porém, é enterrado com os seus ossos. Já o provérbio romano diz: Do morto só se fala o que é bom.
Mário Covas, sem dúvida nenhuma, foi um político sério, honesto, mas que também errou, o que é normal para um ser humano, que é falível, cheio de defeitos que somos. Fez o bem e fez o mal. No velório do ex-governador, o que vimos foi uma unanimidade exagerada, já que muitos políticos que ali estavam chorando e se emocionando falando frases de efeito, eram inimigos, mas a morte consegue unir diferenças, mesmo que for só pra chorar lágrimas de crocodilo, coisa que a maioria dos políticos faz e muito bem.
Covas foi um guerreiro, um batalhador, que lutava pelos seus ideais, às vezes até exagerando, brigando com o povo comum, coisa que a televisão e imprensa cansaram de mostrar, mas não podemos deixar de enaltecer uma de suas maiores qualidades: honestidade com as coisas públicas. Pode-se falar tudo, menos Mário Covas corrupto, isso jamais.
Mas, como já dizia Nelson Rodrigues: a unanimidade é burra. Durante sua vida, fez o bem e fez o mal. Agora, qual das duas alternativas ficará como exemplo, depois de sua passagem por esta nossa Terra de meu Deus? Só o tempo dirá... (Alcides Chamorro - RG: 8.858.548)