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Justiça arquiva processo contra andarilho por falta de provas

Redação
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A Justiça arquivou, por falta de provas, um dos quatro processos abertos contra o andarilho Laerte Patrocínio Orpinelli, acusado de ter seqüestrado e matado crianças em Rio Claro. Ele está preso na Penitenciária II de Itirapina.

Na época da prisão de Orpinelli, em janeiro do ano passado, ele chegou a admitir que agiu em outras cidades, inclusive em Bauru. A semelhança dos crimes que ele confessou, cujos corpos não foram encontrados, com o caso Mara Lúcia Vieira, ocorrido em Bauru há mais de 30 anos e ainda não desvendado, fez a discussão sobre o assassinato da menina voltar à tona.

O processo que foi arquivado neste mês referia-se ao desaparecimento de Anderson Jonas da Silva. Os outros casos analisados são de Aline dos Santos Siqueira, Alysson Maurício Nicolau Cristo e de Daniela Regina de Oliveira, que também sumiram na década de 90. Apenas as ossadas de Alysson e de Daniela foram encontradas, em dezembro de 98, no Horto Florestal.

De uma família de Araras, Orpinelli foi preso em janeiro do ano passado, na cidade de Leme. Transferido para Rio Claro, ele confessou os crimes mas, nas buscas em matagais, a polícia não encontrou nenhum corpo das vítimas. Além da falta de provas materiais, o caso foi marcado por irregularidades nas investigações policiais. O andarilho chegou a ser acusado também de agir em outras cidades paulistas.

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