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Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Duro de engolir 1

O prato principal da semana é a surpreendente velocidade com que a Prefeitura contratou uma empresa para fornecer milhares de refeições aos servidores, através da decretação de um nada convincente estado de emergência.

Duro de engolir 2

Apesar de todas as indicações de insatisfação e de estranheza com a possibilidade de terceirização da cozinha municipal, já manifestadas no JC, inclusive pelos representantes dos servidores, a opinião pública é pega de surpresa com a silenciosa e agilizada entrega para a iniciativa privada.

Fogo rápido

Apesar de Nilson Costa estar no poder há mais de dois anos, tendo por obrigação ter conhecimento da situação da administração, o que lhe possibilitaria atuar de forma planejada, criteriosa e priorizada, o que se vê são decisões tiradas a fórceps de uma cartola que, pelo jeito, pode conter outras surpresas.

Mudando tempero

O que muita gente de crédito, envolvida e preocupada com os destinos do município - entre eles admiradores de Nilson - está questionando é a mudança radical no estilo de comando do prefeito, que parece estar cedendo a pressões que contrariam sua habital cautela com o patrimônio público, deixando-se levar por atitudes que dão margem a questionamentos diversos.

Encenação 1

Da cozinha para o teatro, fica claro que tudo já estava decidido, havendo, inclusive, uma possível tentativa de usar a Câmara como palco e alguns vereadores como figurantes, em reunião realizada há 10 dias. A cidade pergunta: por que a inusitada reunião na Câmara? Por que, apesar de todas as manifestações e dúvidas, não se deu prosseguimento às discussões?

Encenação 2

Por que um contrato de emergência, que dispensa a licitação? Houve explosão ou enchente que tenha paralisado a cozinha do dia para a noite? A deterioração do local vem ocorrendo há tempos. Por que não foram tomadas providências no tempo certo? Por que o contrato de emergência tem que durar seis meses e não só o necessário para a reforma?

Faminto por respostas

Por que não se tornou público antes, por toda a mídia, acionando a assessoria de imprensa paga com o dinheiro do povo, a apressada decisão de terceirizar um setor tão relevante? Os estragos dos recentes temporais por acaso não foram tão sérios assim que, apesar de também estarem sob estado de emergência, pouco ou nada se fez?

Quem paga a conta?

De onde virão os R$ 800 mil do contrato emergencial, se a previsão de gastos com alimentação antes da terceirização era praticamente a metade? E a Prefeitura ainda nem sabe como vai fazer para adequar suas contas à Lei Fiscal.

Goela abaixo

Bauru sofreu, e muito, com a administração pública num passado recente. Paga caro, até hoje, por desmandos ocorridos e não aceita mais modelos que querem impor, de cima para baixo, sem transparência, decisões intramuros. Contudo, ainda é tempo de o prefeito mostrar que tem as rédeas do governo, fazendo com que com haja clareza. É o que os bauruenses esperam!

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