Mulheres ainda não podem guiar
O ministro do Interior saudita, o príncipe Nayef bin Abdel Aziz, reiterou a negação do governo de Riad de permitir que as mulheres sauditas dirijam automóveis nas ruas do reino Wahabita, informou o jornal Al-Jazirag. A proibição se baseia nas tradições da comunidade saudita, que não permitem que as mulheres dirijam veículos e esta questão não será nem sequer reconsiderada, frisou o príncipe ao jornal.
Na Arábia Saudita as mulheres tampouco dispõem de seus próprios documentos de identidade. Para viajar ao exterior precisam de uma permissão por escrito de um parente do sexo masculino.
Apesar deste quadro atrasado, sob o ponto de vista dos ocidentais, algo começa a mudar para as mulheres árabes. Por duas vezes (em 1999 e em 2000), um grupo de mulheres - integrado por membros da família real, jornalistas, escritoras e professoras - teve a permissão de assistir, mas não de participar, dos trabalhos da Shura, o conselho consultivo de Riad. Em julho passado, a princesa Jawharat bint Fahd bin Mohammad bin Abdel Dhman al-Sayd foi eleita pela primeira vez para ocupar um alto cargo administrativo e, pouco depois, assumiu como vice-subsecretária para a Educação Feminina. Por outro lado, em agosto Riad aderiu à Convenção das Nações Unidas a favor da eliminação de cada uma das discriminações contra as mulheres, frisando que só não respeitará as cláusulas contrárias à Sharia, a lei islâmica que rege o reino de Wahabita.
Mas nem tudo são proibições. A partir deste ano, em um novo sinal de abertura das autoridades de Riad, pela primeira vez as mulheres sauditas poderão assistir às corridas de cavalos no novo hipódromo de Al-Genadriah. Até recentemente só se admitiam as mulheres estrangeiras, em geral britânicas e americanas. (Ansa)
Funcionárias são indenizadas por discriminação
A CBS, uma das mais importantes emissoras televisivas americanas, aceitou indenizar, em cerca de US$ 8 milhões, 200 funcionárias que a acusaram de discriminação sexual.
As mulheres, que cobrem quase todas as áreas técnicas em seis redes associadas à emissora, denunciaram que em 1996 foram prejudicadas pela política da empresa.
As funcionárias acusaram a empresa de preferir os homens no caso de promoções e oportunidades de trabalho extraordinário, e também declararam que foram obrigadas a operar em um ambiente hostil de trabalho.
Um porta-voz da CBS declarou a inocência da empresa e sua intenção de instaurar novos procedimentos internos para garantir condições iguais de tratamento para homens e mulheres, e evitar a repetição de episódios semelhantes.