Geral

Urge acabar com a baderna

Manoel Rodrigues dos Santos
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Lamentavelmente, os velhos moradores de Bauru, legítimos percussores desta hospitaleira cidade, não se conformam com o barulho reinante na mesma. Sinceramente, se nesta hospitaleira cidade não tivéssemos aplicado tudo aquilo que com muito suor, muito trabalho e muita economia logramos adquirir, de há muito a teríamos deixado. Não sabemos que fazem nossas autoridades que não percebem que de uns tempos para cá nossa cidade está sendo salpicada de botecos, de boates, de discotecas e de tantas porcarias que se apoderaram das nossas calçadas, transformando-as em verdadeiros point de estudantes, de desocupados e de maconheiros que perturbam os transeuntes, os moradores vizinhos e, até mesmo, os distantes desses perniciosos estabelecimentos.

É carro que chega, é carro que sai, é porta que abre, é porta que fecha, é música para despistar os gritos, são gritos para sobrepujarem as músicas e, assim sendo, o badernaço impera por toda a noite. Não menos barulhentas são as repúblicas estudantis, principalmente as das moças e, em particular, as mistas, cuja maioria cognominadas de móteis barulhentos. Fala-se muito em crise. Parece que a crise só existe para os honrados trabalhadores que, mal alimentados, deitam cedo e cedo se levantam, após as noites mal dormidas, em decorrência do mau comportamento dos abastados filhos daqueles que pouco ou nada fazem e muito ganham.

Agora, surge um vereador, para incrementar a baderna, instituir sistema de som em ônibus circular, para emitirem músicas na tão alta quão prejudicial tonalidade de 50 decibéis. É em razão da mentalidade de muitas das nossas autoridades que Bauru já é considerada A Capital da Baderna. Graças a Deus, temos muitos vereadores aptos e conscientes que, com toda a certeza, não concordarão com essa iniciativa. Pelo contrário, aprovarão uma Lei proibindo a emissão de sons por carros estacionados na cidade e fixarão em 30 decibéis a tonalidade máxima dos sons emitidos pelos carros em movimento.

Desempedimento das calçadas, fechamento dos bares, lanchonetes ou buffes e de todos os demais estabelecimentos noturnos destinados a bailes, festas e outras recreações, sempre freqüentados pelos perturbadores da noite em detrimento daqueles que residem nas imediações desses nefastos estabelecimentos. É deste pioneirismo que Bauru precisa para apagar a triste nódoa de A Capital da Baderna. (Manoel Rodrigues dos Santos - RG 3.452.856)

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