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SEMPRE É TEMPO...

Marilene Murino Rafacho
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Quem, como eu, teve a oportunidade de acompanhar, na íntegra, todo o Festival 1.900 Audições, deve estar eufórico e gratificado. A abertura do Festival, no dia 13, no Teatro Municipal, foi apoteótica. A Banda Marcial do Liceu Noroeste abriu com chave de ouro e arrebatou toda a numerosa platéia. O que mais deslumbrou foi ver o domínio do maestro exercido sobre aquela plêiade de garotos na florescência da idade. Meiguice e firmeza de um olhar... Disciplina e habilidade de executantes... Uma batuta em mãos firmes! Instrumentos em mãos de anjos! Milagres que a música faz no ser humano que tem o coração pleno de sensibilidade.

O programa, muito bem escolhido pelo maestro Adalberto Alves da Costa, tocou a todos, ora exultando-os com os ritmos marciais, ora acariciando-os com doces recordações do passado. Este foi um dos muitos eventos que o Clube Amigos da Boa Música nos proporcionou, graciosamente. Os demais, tais como: Noite de Autógrafos - Crônicas de Bauru de Antônio Cândido Pupo de Oliveira e Retrospectiva de pinturas de Walter Mortari; Recital de Piano - Maria Cecília Forastieri; Quarteto de Cordas de Ribeirão Preto e Orquestra de Câmara da USC & Madrigal Anima, todos de muito destaque, eu os comentarei a posteriori, pois não quero abusar do espaço que nos é magnanimamenteconcedido por este querido Jornal. (Marilene Murino Rafacho - RG. 5.415.102-8)

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