Venho repudiar a matéria do dia 17/3/2001, pág. 13 do Jornal da Cidade, onde o chefe do gabinete da Prefeitura Municipal de Bauru, coronel Marsola, faz citações sobre a idoneidade e caráter do atual Coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB, o advogado Sandro Luiz Fernandes, a qual deposito minha total confiança e apreço e que atua com responsabilidade no Sinserm, para defender os direitos de todos os servidores públicos municipais, por sua competência, integridade moral e política que representa nesta cidade.
O desespero do sr. Marsola chega ao absurdo de referir ao renomado advogado Sandro Luiz Fernandes como candidato derrotado a vereador pelo PSTU. Ele fez uma campanha íntegra, sem depender de conchavos políticos ou armações empresariais que irão cobrar o ônus político da ajuda na época das eleições. É advogado do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, há quatro anos, fora o período que atuou no grupo de oposição desde 1994, sem jamais ter negligenciado ajuda a servidores e cidadãos que os procura para defesa de seus direitos públicos, e Sandro faz por amor à profissão e não por render benefícios, sua ética profissional é coerente aos seus princípios. Nota-se, ainda, que as informações de Marsola são de má fé. Só que Sandro Fernandes, não é e nunca foi assessor de qualquer vereador.
Quanto à política cega, posso afirmar que se elaborar um pedido de cassação do Prefeito Izzo Filho, encaminhar pedidos de processante à Câmara Municipal, estar participando ativamente de três entidades combativas e reconhecidas na cidade como Adunesp, Sindicato dos Servidores e dos Bancários de Bauru, que caminham sempre em busca da resolução dos problemas que afetam a classe trabalhadora, se tudo isso é mais um vasto curriculum é ter política cega, então cegos são os que não querem ver o óbvio.
Com relação às chuvas e ao acontecimento muito bem representado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, cabe a mim dizer que temos aqui em Bauru um Instituto de Pesquisas Meteorológicas que sabia horas antes o que iria acontecer e avisou a defesa Civil, que por sua vez deveria comunicar a Prefeitura no ato para que as medidas de emergência fossem tomadas em tempo hábil.
Culpar a natureza pela má administração e gerenciamento público dos deslizes humanos depois de causados é fácil.
Por fim, reitero meu posicionamento de apoio ao advogado Sandro Fernandes e lamento que a administração pública comece seu novo período de governo orquestrando manobras para desviar o verdadeiro e profundo assunto em questão: assumir responsabilidades e concretizá-las em vez de criar e usar firulas para justificar seus erros. (Eliane de Souza Koti - professora da Prefeitura Municipal, membro do grupo de Fé e cidadania da Igreja Nossa Senhora das Graças e diretora do Sinserm - RG. 17.116.966-9)