Estudantes do câmpus da Unesp de Bauru fizeram, ontem, na cantina da universidade, um ato reivindicando o restaurante universitário. Para mostrar a insatisfação, eles comeram e beberam no restaurante particular que funciona no câmpus e pagaram somente R$ 1,50, preço que eles acham que é justo por refeição.
Os alunos, que se recusaram a se identificar, alegaram que na maioria dos câmpus da Unesp a refeição dos universitários é subsidiada pela universidade. Aqui, nós não temos alimentação subsidiada, disseram. De acordo com eles, há 10 anos que os estudantes lutam pelo restaurante universitário. O restaurante universitário foi promessa do reitor José Carlos de Souza Trindade, que após assumir não tocou mais no assunto. Por isso, estamos fazendo esse ato para demonstrar a nossa insatisfação, frisaram.
Segundo um universitário, há 10 anos que o restaurante do câmpus de Bauru, o Prado Cheio, explora o serviço. Pagamos R$ 3,00 pelo bandeijão. No câmpus de São Carlos, os estudantes pagam R$ 0,75. Aceitamos pagar no máximo R$ 1,50, afirmaram. Na opinião dos alunos, o Governo está privatizando a universidade. Estamos num processo de privatização. Estão privatizando pelas beiradas. Deixam a empresa privada explorar o refeitório. Queremos que a nossa reivindicação seja aceita na pauta para discussão, reivindicaram.
Prejuízo
O restaurante Prato Cheio, que até a próxima semana explora as refeições no câmpus da Unesp de Bauru, aceitou o pagamento de R$ 1,50 pelo consumo dos estudantes. Não adianta brigar. Vamos tentar receber da diretoria do câmpus, desabafou o gerente Cláudio B. Martins.
De acordo com ele, diariamente são servidas, em média, 280 refeições. Vamos assumir o risco, porque não temos como obrigá-los a pagar os R$ 3,00, disse. Embora o gerente não tenha reclamado, observou-se que os estudantes aproveitaram a situação para comer mais do que de costume, já que o pagamento era só de R$ 1,50. Teve aluno que bebeu dois refrigerantes e comeu duas sobremesas.
O diretor do câmpus, professor Edwin Avólio, disse ontem que não recebeu informação oficial sobre a manifestação dos alunos e por isso não iria se pronunciar sobre o assunto. Assim que eu receber, eu respondo, prometeu.