Geral

NOSSA CAIXA É NOSSA CAIXA MESMO!

Paulo Roberto Alves Neves
| Tempo de leitura: 1 min

Eu sou do tempo em que havia respeito pelo cliente nos bancos. Não existiam longas filas e, caso existissem, tinham caixas suficientes. Gerentes não ficavam fazendo o cliente esperar por horas como castigo. É bom que se diga que atitude assim é de bancos multis. Eu sou do tempo em que ficávamos revoltados com o que faziam aos pais e queríamos logo brigar, tirar satisfações! Tempos românticos, mas bons tempos! Hoje, infelizmente, as coisas estão acomodadas. Precisamos sempre de um alerta porque eles jogam pesado contra nós, o povo! Eles não têm interesse no correntista povo!

Minha alegria e esperança é pelo tratamento que a Nossa Caixa-Nosso Banco dá aos clientes. Pequenina, mas resolve! Basta de hipocrisia das multis. Falam línguas, são poliglotas, só que não entendemos Entregam papéis, um mar-keting perfeito, só que não adianta pois são altivos e estúpidos. Apesar de 32 anos lecionando e não tendo conseguido quase nada na vida, com débitos pelo mundo, continuo brigando porque faço parte da resistência do exército de um homem só, acredito que posso ser útil e defendo, ainda, valores que não podem ser comprados porque não estão à venda nestes bancos multis e não têm preço.

Continuo escrevendo, sem publicar no JC, mas sempre na ânsia de que as coisas melhorem. Volto para a minha aldeia e, com meus pajés - cantando ao Grande Criador, tocando nossos chocalhos e falando aos meus alunos do Colegial e Cursinho, principalmente os terceiros - que, enquanto houver uma canção e o sorriso das crianças, índios, negros, velhos, brancos, pobres e aposentados, haverá, pelo menos, esperança de um mundo melhor. (Paulo Roberto Alves Neves - RG: 3.977.902)

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