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Redação
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Mar de lama 1

A semana política e administrativa começa sob o signo da lama no País, tão bem ilustrada pela charge de ontem de Fernando Dias, nesta página. Infelizmente, o Brasil sai do feriado de Páscoa escarafunchando suas feridas, em Brasília e em muitos dos Estados e municípios brasileiros.

Mar de lama 2

Órgãos públicos da administração indireta, sabe-se hoje, são os rios por onde corre a lama da sangria desonesta e predatória do dinheiro do povo brasileiro. É preciso rigor, persistência e, provavelmente, uma drástica e radical mudança cultural e educativa para que o País debele o mal da corrupção.

Defesa

Jader Barbalho (PMDB), presidente do Senado - a mais importante Casa do Legislativo brasileiro - passou o final de semana montando sua defesa ante as denúncias de ter relações altamente perigosas com o empresário José Osmar Borges, acusado de ter desviado R$ 133 milhões da Sudam.

PMDB alerta

Segundo as agências de notícias, Jader encontra-se, neste momento, isolado dentro da eclética base de sustentação do governo e de seu próprio partido, o PMDB. A cúpula peemedebista torce por uma defesa convincente, para que um virtual escândalo não respingue no PMDB. A bancada do partido deverá se reunir hoje para discutir o assunto.

Briga de índio

Ainda no final de semana, em um programa de TV, o jornalista e cronista Sebastião Nery falava sobre Jader e sua briga de meses com o senador baiano Antonio Carlos Magalhães (PFL). Para Nery, ACM não imaginava que a briga fosse tão difícil e muito menos que seria derrotado na luta pela presidência do Senado. Jader é índio e não tem medo de briga, explicou Nery.

À disposição

Por falar em Senado, o senador Romeu Tuma (PFL-SP) está se colocando à disposição do partido para a candidatura a governador de São Paulo em 2002. E a tarefa não deverá ser difícil para Tuma. Além de ter sido candidato à Prefeitura de São Paulo, ele conta com a simpatia e avaliação das executivas estadual e nacional do PFL de que é o nome de maior densidade para a disputa.

Segurança Pública

A eleição de 2002, em São Paulo, será marcada, por sinal, por um tema com o qual Tuma tem afinidade: segurança pública. Esse será, na avaliação do Palácio dos Bandeirantes, um dos principais pontos em que candidatos ao governo como Paulo Maluf, José Genoíno e o próprio Romeu Tuma vão bater.

Corda bamba

Por isso mesmo, o secretário Marco Petrelluzzi (da Segurança Pública) estaria na corda bamba, assim como Edson Ortega (Assistência Social), este último pela falta de controle sobre a Febem, entidade que deu nome a muitos bonecos malhados como Judas no último sábado.

Expectativa

Uma pessoa com trânsito no círculo de amizades de Tuga Angerami, em Bauru, disse não acreditar que a executiva estadual do PSDB dê ao deputado Pedro Tobias o comando da nova comissão provisória local, que deve ser anunciada ainda nesta semana. Para ele, a queda-de-braço é mais em cima. Tuga teria a seu lado pesos pesados como José Serra e o governador Geraldo Alckmin. Só vendo...

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