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Apae inaugura novo centro de educação para autistas

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 4 min

A inauguração do Centro Integrado de Educação Profissional Olga Bicudo Tognozzi, que foi realizada ontem, na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru, contou com as presenças do deputado estadual Carlos Braga e do promotor da Vara da Infância e Juventude, Lucas Pimentel.

A construção do prédio, onde os autistas adolescentes e adultos poderão aprender alguns ofícios que os colocarão no mercado de trabalho, teve um investimento de, aproximadamente, R$ 40 mil, sem a mão-de-obra, e levou cerca de um ano para ficar pronta. Esse dinheiro foi conseguido com a colaboração de empresas como a Prata Construtora, Jornal da Cidade, HO Engenharia, Consórcio Jakef LR, SAT Engenharia, Bauruense Serviços Gerais, Brauserve Serviços e Rádio Auri Verde, além da própria Apae e dos pais dos alunos que também contribuíram. A mão-de-obra foi doada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Para o deputado Carlos Braga, esse novo centro tem uma grande importância para a cidade porque a Apae está atendendo uma demanda que era necessária para Bauru, o atendimento das crianças autistas. O município não tinha como atender essas crianças e isso foi uma exigência do promotor da Infância e Juventude porque é direito dessas crianças terem um atendimento educacional social digno e a Apae se prontificou a realizar esse atendimento, disse.

Braga explicou que por existir as dificuldades tanto do município como da Apae em concretizar o espaço físico para o atendimento às crianças, ele buscou apoios e parcerias para a realização do Centro. Nós fizemos um elo com a comunidade e os empresários que, prontamente, atenderam mais um pedido. Eu sei e todos sabíamos que se esperássemos por verbas dos Governos Federal, Estadual e Municipal esta obra estaria parada e as crianças continuariam sem o atendimento ideal, afirmou.

O deputado reafirmou a importância da união da comunidade na realização de um projeto importante para o município. Empresários e políticos da cidade juntamente com a comunidade deram as mãos e trabalharam para que essa obra se realizasse. Esse é o ponto mais importante, a união, a perseverança e o trabalho de cidadania. Eu, como um elo entre a Apae e os empresários, tenho uma satisfação pessoal muito grande em poder ver um trabalho concretizado, disse.

A manutenção do Centro Integrado de Educação Profissional Olga Bicudo Tognozzi ficará por conta da Apae, mas o deputado Carlos Braga afirmou que, se necessário, certamente, esses e outros empresários estão à disposição. A Apae tem um apoio muito grande de outras entidades filantrópicas, de empresários, de pessoas de Bauru que acreditam nesse belo trabalho que é realizado aqui na Apae e, portanto, tenho a certeza de que caso se faça necessário, a Apae receberá ajuda não só para este Centro, como também para outros setores da entidade, afirmou.

De acordo com o promotor da Vara da Infância e Juventude de Bauru, Lucas Pimentel, o Estatuto da Criança e do Adolescente assegura o atendimento à criança com necessidade especial. Ele explicou que, no ano passado, foi constatada uma demanda reprimida, onde nove crianças estavam sem atendimento em Bauru. A promotoria foi procurada e instaurou um procedimento previsto em lei. Depois disso, foi realizada uma reunião entre todas as entidades de Bauru que atendem crianças com autismo e, de acordo com Pimentel, a Apae se prontificou a tentar conseguir uma solução. Não há uma solução jurídica, é preciso envolver toda a sociedade civil para que a própria sociedade se mobilize e consiga a solução, e foi o que aconteceu nesse caso, disse.

Colaboração

A presidente da Apae Olga Bicudo Tognozzi, que teve como homenagem seu nome emprestado para o Centro de Educação Profissional, disse que a entidade conseguiu realizar mais um projeto com a ajuda da sociedade e, para ela, a satisfação é poder proporcionar um atendimento especializado a mais 11 autistas. A gente se sente gratificada em poder estar fazendo alguma coisa. Estou muito feliz com isso e quero aproveitar para agradecer a todas aquelas pessoas sensíveis que direta ou indiretamente participaram e colaboraram com esta obra e estão proporcionando um bem maior para essas pessoas portadoras de deficiência, disse.

O novo Centro, de acordo com Olga, dá a oportunidade para que possa ser realizado o programa que envolve atividades gerais entre autistas adolescentes e adultos. Participando dessas atividades, eles estarão aptos a ingressar no mercado de trabalho, futuramente. Com esta construção, nós vamos realizar um trabalho mais individualizado com os portadores dessa deficiência e proporcionar qualidade de vida para todos eles, explicou.

Olga explicou que o trabalho realizado com os 33 autistas, que estão atualmente na Apae, exige um espaço fechado, mais centralizado e, ás vezes, até único. Essa obra vai proporcionar que esse trabalho seja realizado da melhor maneira possível.

Além do novo Centro, a Apae, em pouco tempo, deverá noticiar mais uma novidade. Uma piscina térmica deverá ser construída para que os alunos da entidade possam desenvolver o pólo aquático, um esporte que auxilia no desenvolvimento das atividades motoras.

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