Passados três meses do temporal que castigou a cidade, em 8 de fevereiro, vários bairros ainda continuam com problemas
O prefeito Nilson Costa (PPS) prorrogou por mais três meses, ontem, a validade do decreto de Calamidade Pública, assinado logo após o temporal que caiu na cidade, no dia 8 de fevereiro. A forte chuva provocou a morte de quatro pessoas, uma das quais encontra-se desaparecida até hoje. A Zona Oeste do Município foi a mais afetada pelo temporal.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a prorrogação do decreto se deve a medidas que estão sendo encaminhadas pelo Poder Público na busca de recursos a serem aplicados na recuperação de parte dos estragos provocados pela chuva. Constam dessa lista a interligação dos bairros Vila Giunta com Nipônica, através da rua Cuba, que encontra-se em condições precárias de tráfego.
O aterro construído no local para dar vazão às águas do Córrego Água do Sobrado, interligando as duas vilas, rodou com o temporal. O aterramento e a tubulação foram reconstruídos, mas o trecho ainda não recebeu pavimentação asfáltica.
Na mesma região, a baixada da rua Mara Lúcia Vieira continua sem solução. A tubulação instalada debaixo da pavimentação asfáltica, para efetivar a transposição do Córrego Água do Sobrado, também desapareceu com a forte chuva do dia 8 de fevereiro.
Até hoje, três meses depois, o tráfego de veículos está impedido no local, prejudicando a interligação das Vilas Souto e Maria. Outra importante via que está em condições precárias de uso é a Waldemar Ferreira, responsável pela ligação das Vilas Dutra e Nova Esperança.
Uma grande erosão localizada próximo ao pontilhão dos trilhos da Ferrovia Novoeste S/A continua sem solução. Há pouco mais de um mês, um veículo foi engolido pelo buraco, acidente que acabou em tragédia: duas pessoas morreram no local.
De acordo com a assessoria de imprensa da Administração, o que é possível atacar de imediato vem sendo executado dentro das atividades de rotina das secretarias, mas algumas obras dependem de valores significativos que, obviamente não estão previstos no orçamento municipal.
Sem acordo
Logo após o temporal, o prefeito Nilson Costa, e seu vice, Dudu Ranieri (PFL), estiveram em São Paulo, para reivindicar uma ajuda de R$ 3,6 milhões à Defesa Civil do Estado. O decreto de Calamidade Pública, para ter validade, tem que ser reconhecido pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin, o que não ocorreu até hoje.
Para constatar de perto os estragos provocados pelas chuvas, é praxe a Defesa Civil deslocar até a cidade uma equipe de técnicos. As informações sobre essa visita a Bauru estão desencontradas. O órgão afirma que os técnicos estiveram no Município, fato que não é confirmado pela Prefeitura.
E foi através dessa visita que foi solicitada a alteração do decreto de Estado de Calamidade Pública para Estado de Emergência, fato que também é desconhecido da Administração. Extra-oficialmente, o prefeito Nilson Costa ainda acredita que poderá conseguir parte dos recursos necessários para recuperar os estragos.
Para que isso seja viabilizado, a Prefeitura não pode iniciar obras de recuperação nos locais atingidos, sob pena de perder as verbas. Enquanto a solução não vem e o jogo de empurra não se decide, a população é quem paga o ônus de correr riscos e percorrer quilômetros a mais para desviar de ruas sem condições de tráfego e atingir seu destino.