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Católicos e umbandistas fazem homenagem a São Benedito

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

O dia é santo e quanto a isso todos concordam, mas a maneira de se comemorar e o nome do santo é que são extremamente diferentes.

Na Igreja Católica a comemoração é feita com missas e quermesses. Na Umbanda a festa é feita junto ao Preto Velho que se materializa no corpo de um umbandista para conversar com as pessoas.

De acordo com o chefe de terreiro Pai Jô de Ogum, a comemoração é um ato de fé à entidade que traz caridade para as pessoas. O amor ao próximo é uma das qualidades empregadas pelo Preto Velho.

Benedito nasceu em Filadelfo, perto de Messina, na ilha de Sicília, Itália, por volta do ano de 1526. Os pais eram de origem escrava e descendência de negros etíopes ou de mouros do norte da África, daí o fato de ser chamado de Benedito, o Preto ou Mouro. Quando pequeno, ele foi empregado no pastoreio, nas montanhas da Sicília, levando uma vida simples e pobre; recebeu dos pais o santo temor de Deus e cresceu na piedade e inocência. São Benedito uniu-se aos eremitas organizados por São Jerônimo de Lanza por desejar entregar-se a uma vida de maior perfeição cristã, já que eles viviam conforme a regra de São Francisco de Assis, tanto assim que foi a sua observância que mereceu o cargo de superior daquela corporação de eremitas.

São Benedito era de profunda humildade, disponibilidade a todo serviço, junto com uma observância perfeita da regra, demonstrando inclusive uma profunda piedade e espírito de penitência. Embora analfabeto, Benedito era dotado de prudência, tino prático e carisma de liderança. Assumiu com dedicação e responsabilidade o cargo de mestre de noviços, e terminando o seu tempo de superior, voltou com a máxima simplicidade e naturalidade para os serviços da cozinha. Ele era cozinheiro.

É, certamente, um dos santos mais populares do Brasil, cuja devoção nos foi trazida pelos portugueses.

Foi alforriado por Manasseri, um profesor siciliano. São Benedito, chamado Santo Mouro, era negro. Trabalhou como pastor de rebanhos e, com o fruto de seu trabalho, provia o próprio sustento e ajudava os pobres.

Com a extinção do eremitério por Pio IV, o Santo Mouro passou a viver como irmão leigo no convento de Santa Maria de Jesus, dos frades Capuchinhos. Ali exerceu por muito tempo o ofício de cozinheiro.

Foi admirado por todos, dedicando profundo respeito, amor desinteressado, condescendência pelas faltas e fraquezas alheias, zeloso e carinhoso com os doentes e necessitados, terno e sábio. Possuía o dom de penetrar as mentes e os corações.

A tradição popular enriqueceu sua vida com numerosos milagres. Terminou os seus dias como cozinheiro. Morreu no dia 4 de abril de 1589.

Serviço

A Paróquia São Benedito realiza missa aos domingos as 7 horas, as 9h30 e as 19 horas.

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