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Redação
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Amamentar demais aumenta riscos cardíacos

Amamentar um bebê por mais de quatro meses pode aumentar na criança os riscos de problemas cardíacos quando na idade adulta, segundo um estudo divulgado na Grã-Bretanha. Apesar disso, os autores do estudo publicado no British Medical Journal recomendam a amamentação, pois os benefícios compensam de longe este inconveniente.

A pesquisa foi realizada por uma equipe do Instituto de Saúde Infantil de Londres e relaciona a amamentação prolongada com um posterior intumescimento das artérias, uma das causas das doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores, que estudaram 331 pessoas entre 20 e 28 anos, descobriram que aquelas que foram amamentadas por mais de quatro meses tinham as artérias mais endurecidas que as deixaram de ser amamentadas mais cedo ou que foram alimentadas com mamadeira nos primeiros meses de vida.

Os próprios autores do estudo continuam afirmando que o leite materno é o melhor método alimentar para recém-nascidos, já que seus benefícios superam amplamente este risco, do qual ainda não têm evidências suficientes.

Pesquisas anteriores demonstram que amamentar reduz as infecções infantis, protege contra doenças como o diabetes e as que atingem os intestinos, e reduz a pressão sanguínea.

O professor Alan Lucas, co-autor do informe, reconhece que o leite materno poderia estimular as artérias a reter mais colesterol, mas considera que a solução é uma dieta posterior mais saudável. A amamentação prepara-nos para os tipos de dieta seguidos pelos humanos quando estavam evoluindo, e não para as dietas ocidentais ou as saturadas de gorduras, frisa. (Ansa)

Implantes de silicone não provocam câncer

Os implantes de silicone nos seios não representam uma causa de câncer, segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional para os Tumores (NCI) dos Estados Unidos. A responsável pelo NCI, Louise Brinton, revela que os resultados publicados na última edição da revista especializada Annals of Epidemiology são muito positivos.

A análise foi realizada sobre 13.500 mulheres com implantes mamários de silicone por motivos estéticos e outras quatro mil que se submeteram a essa cirurgia em outras partes do corpo. (Ansa)

Ligar as trompas não altera ciclo menstrual

A esterelização com o ligamento das trompas de Falópio não altera o ciclo menstrual e não tem consequências a longo prazo, frisou uma pesquisa levada a cabo nos Estados Unidos.

A pesquisa se baseou no estudo de 9.500 mulheres no período de cinco anos, escreveu Carolyn Westhoff, da Columbia University, na revista New England Journal of Medicine, fornecendo resultados seguros para as mulheres que se preocupam com as mudanças no ciclo menstrual depois do ligamento das trompas.

Com frequência o ligamento das trompas associa-se a uma melhora de formas extremas do ciclo feminino. As mudanças existem, mas, segundo Westhoff, são imputáveis mais a razões vinculadas à idade e a causas concomitantes do que ao ligamento das trompas. As mulheres que decidem esterilizar-se em geral já não são muito jovens, fase da vida na qual a regularidade do ciclo menstrual está destinada a sofrer alterações, frisou a especialista. (Ansa)

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