Geral

Bauru está mais segura para os pedestres

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Desde que as estatísticas de trânsito começaram a ser computadas em Bauru, em 1994, o índice de atropelamentos nunca foi tão baixo como no ano passado, quando corresponderam a 3,83% dos acidentes

Entre 1994 - ano em que as estatísticas de trânsito começaram a ser computadas - e 2000, o índice de atropelamentos na zona urbana de Bauru caiu consideravelmente. Há seis anos, eles correspondiam a 7,7% dos acidentes; no ano passado, a equivalência foi de apenas 3,83%. A redução, por sinal, seguiu um decréscimo anual: 1994 - 7,7%, 1995 - 6,8%, 1996 - 5,76%, 1997 - 4,56%, 1998 - 4,37%, 1999 - 4,34% e 2000 - 3,83%.

Para o comandante do Pelotão de Trânsito de Bauru, tenente Jorge Luís Dias, os números seriam melhores ainda se os condutores e, principalmente, os pedestres fizessem sua parte. No Centro, temos os semáforos exclusivos para os transeuntes, mas é uma pequena minoria que os respeita. Hoje, só não está protegido quem não segue as regras devidamente, porque a segurança está mais vinculada ao comportamento das pessoas do que às ações da polícia ou a qualquer outra coisa. Atualmente, os motoristas é que estão colaborando mais, até porque podem sofrer penalidades pesadas. Os pedestres, por sua vez, precisam ter a consciência de que observar as normas e respeitar o sinal são atos de cidadania, orientou.

Até maio último, 88 atropelamentos foram registrados em Bauru, dos quais 21% na região central e 2% na avenida Nações Unidas. O caráter pulverizado das demais ocorrências não dá margem para indicar um ou mais pontos onde há maior incidência. É possível extrair, entretanto, outras conclusões interessantes, como o fato de os homens serem as principais vítimas desse tipo de acidente - pelos números de 2001, eles representam 63% do total.

Outro dado curioso é que as crianças e pessoas de meia-idade encabeçam a lista de vítimas. Das 88 pessoas atropeladas, 32 tinham idades entre zero e 12 anos. Vinte vítimas estavam na faixa entre 31 e 45 anos e 13 tinham mais de 56. Os mais idosos foram colhidos, em sua maior parte, na região central - provavelmente em dias de pagamento de pensão e aposentadoria.

Já a maioria das crianças foi atropelada perto de casa, possivelmente por descuido durante as brincadeiras. O percentual de pessoas atropeladas perto do local onde moram, aliás, é significativo: 38,6%. Normalmente, as pessoas costumam relaxar quando estão perto de casa. Acham que dominam o pedaço e acabam vítimas de acidentes. Quando estão dentro do carro, é a mesma coisa: viajam 400 quilômetros com o cinto de segurança, mas o tiram quando estão chegando perto de casa e, por vezes, acabam se envolvendo em acidentes, observou o capitão Reginaldo Braga, comandante da 4.ª Cia. de Bauru.

Comentários

Comentários