Por ser um mercado pequeno, movimentando cinco mil toneladas mensais, o Ceasa de Bauru não abre muito espaço para o desperdício. Pelo menos essa é a afirmação do gerente de operações da central de abastecimento, Édson Antonio Guarido Ribeiro. As perdas são pequenas aqui em Bauru. O fato de não trabalharmos com um volume muito grande, com picos apenas duas vezes por semana e, ainda, com quantidades sob encomenda reduz o desperdício. Esporadicamente, acontece de sobrar grandes quantias, mas sempre de alimentos de época, como a mandioquinha, na semana passada, exemplificou.
Apesar do excedente ser pequeno, os permissionários do Ceasa doam as sobras do dia ou os alimentos que, por estarem parcialmente danificados, não têm valor de comércio. Como é impossível atender toda demanda em um único dia, as doações seguem critérios específicos. Durante três meses, três entidades assistenciais têm o dinheiro de explorar as doações. Terminado o período, é a vez das outras três primeiras da fila serem beneficiadas, e assim por diante. É uma forma que encontramos de satisfazer todas sem distinção, explicou Ribeiro.
A Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis é uma das entidades que têm autorização para receber doações do Ceasa este mês. Na última segunda-feira, Maria de Lourdes Santos Vieira e uma colega de trabalho foram recrutadas para fazer a coleta. Cada vez, duas pessoas são escolhidas. A gente vai até lá, pega os donativos e depois traz aqui para dividir com todo mundo. Não é uma quantia muito grande, mas atende todas as 30 pessoas da associação. Desta vez, nós conseguimos berinjela, abobrinha e pepino, contou, lembrando que os alimentos doados fazem a diferença dentro de casa.