As normas do Sistema de Inspeção Municipal (SIM) ainda não foram escritas e deverão seguir as necessidades dos pequenos produtores da região. A informação é da engenheira agrônoma Luciana Piva de Almeida Prado, agente do Sistema Agroindustrial Integrado (SAI), que está trabalhando junto com a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento.
Ela procurou o Jornal da Cidade para tranqüilizar os apicultores, que demonstraram estar temerosos com a possibilidade da fiscalização acabar com os pequenos produtores de mel.
A reportagem foi publicada na edição de sexta-feira do JC, na página JC Rural. Em entrevista concedida ao Jornal, o diretor da Associação Bauruense de Apicultores (ABA), Élcio Gonçalves de Oliveira, salientou que a classe estaria preocupada com as regras da fiscalização. Os pequenos apicultores serão engolidos por esse Sistema, disse, na ocasião.
O SIM está sendo implantado com o objetivo de tornar legal os produtos agroindustriais da cidade.
Luciana destacou que o SAI está envolvido no projeto com o intuito de fortalecer o grupo de apicultores e ajudá-los a colocar seu produto no mercado.
Ela disse ter ficado surpresa com a declação do representante da Associação, já que as regras do Sistema ainda não foram nem definidas. É por isso mesmo que estamos trabalhando com eles. Queremos que as normas do SIM estejam ao alcance dos produtores, salientou.
A engenheira agrônoma disse também que não há como permitir a entrada dos produtos no mercado sem que eles passem por uma avaliação de qualidade. E isso se dá através da aplicação de regras de higiene e saúde. Nós sabemos que as regras do Sistema de Inspeção Federal são muito rígidas. Elas abordam a agroindústria de maneira generalizada e não levam em conta a realidade dos pequenos produtores, disse.
No próximo dia 2, estará sendo realizada uma nova reunião entre os apicultores, a Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento e o SAI. Luciana disse que vai sugerir que a ABA monte uma instalação para atender aos seus associados, facilitando o envasamento e a legalização do produto.