O diretor do Sinergia/CUT, Francisco Wagner Monteiro, usou ontem a tribuna livre da Câmara Municipal para cobrar da Prefeitura, mais uma vez, a criação da Conselho Municipal de Serviços Públicos de Energia, para defender os interesses da população.
Segundo ele, uma minuta do projeto foi enviada pela entidade sindical à Administração, que até hoje não encaminhou ao Legislativo a proposta de lei criando o conselho. A população de Bauru não tem a quem reclamar quando ocorre o corte de energia em suas residências, alertou.
Monteiro lembrou que a CPFL não atende mais as reclamações dos consumidores em Bauru, o que deve ser feito através do preenchimento de um formulário ou email. A maioria da população não tem nem mesmo computador. Como poderá reclamar?, questiona.
O sindicalista também criticou a criação, pelo Governo Federal, do Mercado Atacadista de Energia (MAE). Isso nada mais é do que um gato. É o leilão de energia excedente, cujo kilowatt/hora custa R$ 680,00. E a população carente economiza o mesmo kilowatt/hora a R$ 40,00.
Para o diretor do Sinergia/CUT, o racionamento de energia imposto pelo governo beneficia as empresas de distribuição e geração do setor em detrimento da população que é obrigada a economizar.