Geral

O JC E A CÂMARA

Maria Ap. De Camargo Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Assisto toda segunda-feira a sessão da Câmara de Bauru, pela televisão, e qual não foi a minha alegria quando um dos vereadores admitiu que lê o JC todos os dias, de onde retira informações preciosas desta cidade. Parabéns, pois aqui na A Tribuna do Leitor se expressa todo tipo de sentimento, desde agradecimentos, reivindicações, desabafos e etc... Nós, leitores do JC, nos transformamos em repórteres anônimos, damos nossas opiniões sobre os diferentes assuntos, dos mais variados gêneros, e fico muito feliz em saber que nossos vereadores usam este conceituado jornal para se informar das necessidades do povo, e desde já faço um apelo. Como sou telespectadora assídua dos vossos comentários nas sessões, fico pasma ao me confrontar com tamanha falta de respeito de vossos colegas na Câmara. Quando um vereador tem a palavra, acho que os outros que talvez não estejam tão interessados no assunto do colega deveriam ao menos fazer silencio no local no momento em que o companheiro discursa. É incrível como se vê pessoas conversando, dando risadas e até mesmo cochilando, e o mal estar que isso causa, muitas vezes até mesmo atrapalhando a fala, fazendo com que o colega se perca em seus comentários e fique com o olhar parado ao longe tentando pegar novamente o fio da meada. Prefiro acreditar que não o fazem por maldade, mas talvez por pura distração, mas eu, pelo menos quando falo, gosto de ser ouvida, e quando alguém me fala, tento dar a maior atenção possível.Se vocês não se escutam a si próprios, imagino eu, o quão nos ouvem. Quem me chamou a atenção para esse fato foi um senhor aposentado em uma fila de um banco de nossa cidade. Vocês não sabem como se acha amigos e pessoas dispostas a conversar em filas de bancos. Falamos de tudo, desde política, religião até futebol, e todos foram unânimes em afirmar que isso ocorre com muita freqüência. Fica aqui meu aviso e espero que isso se corrija, pois estamos aqui para não só criticar como também aplaudir vossas decisões, e quanto mais elas forem ouvidas, melhores serão as decisões. (Maria Ap. De Camargo Barbosa - e-mail eco.logia@ig.com.br)

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