Geral

Em confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

PROVA DE FOGO

O momento inspira cuidados. No limite para alcançar uma vaga à Copa do Mundo de 2002, a Seleção Brasileira não pode mais dar chance ao azar nas Eliminatórias sul-americanas. E com o espírito renovado, principalmente após a chegada do técnico Luiz Felipe Scolari, a equipe Canarinha encara o Uruguai, um dos maiores rivais do continente, neste domingo, em Montevidéu. Na quarta colocação, com 21 pontos, o Brasil precisa mais do que nunca de uma vitória não só para sair da zona de perigo da competição, mas também para recuperar a auto-estima dos jogadores, abalada pelos sucessivos fracassos dentro e fora de campo. A importância do confronto é tão grande que a CBF antecipou a apresentação de grande parte do grupo para uma verdadeira maratona de treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis. Mas não faltaram problemas ao treinador brasileiro. Devido às inúmeras lesões, ele não conseguiu pôr em prática a sua escalação ideal. Com isso, a equipe sofreu algumas alterações, sendo a mais importante no esquema tático, que saiu do 3-5-2 para o usual 4-4-2. Roque Júnior atuará ao lado de Émerson na cabeça-de-área; Juninho Paulista ficará encarregado das armações assim como Rivaldo, mas este com uma liberdade maior para atacar; e Élber ganhou a disputa com Euller, formando a dupla de ataque com Romário, escolhido para ser o capitão do time. A três pontos da Seleção, o momento do Uruguai também não é dos melhores. A equipe da casa ocupa a sexta colocação, a apenas um ponto da Colômbia. Portanto, partida desta tarde no Estádio Centenário está sendo encarada como uma verdadeira batalha, tanto que todos os ingressos postos à venda foram vendidos com boa antecedência. Brasil e Uruguai já se enfrentaram 78 vezes, e a vantagem é dos brasileiros com 37 vitórias contra 22 dos uruguaios. O último confronto entre as duas equipes aconteceu dentro da própria competição, no dia 28 de junho do ano passado, quando houve um empate de 1 a 1, no Maracanã.

O SONHO DO TETRA

O sonho do tetracampeonato mundial está próximo de se tornar realidade para a Seleção Brasileira Sub-20. Hoje, o Brasil, ainda sem perder um único ponto, enfrenta Gana, pelas quartas-de-final do Mundial da categoria. Se os brasileiros conseguirem a vaga para a próxima fase terão pela frente Holanda ou Egito. A nossa Seleção é só motivação, principalmente após a goleada sobre a Austrália por 4 a 0. Mas todo o cuidado é pouco contra os perigosos e valentes africanos, que têm grande tradição nas categorias de base de competições internacionais de futebol. Depois de eliminar o Equador, Gana quer provar que pode complicar a vida da equipe brasileira. Será um jogo sem favoritos.

TRANSAÇÃO

O lateral Belletti pode ser negociado pelo São Paulo para segurar o atacante Luís Fabiano, que tem contrato com o Rennes da França. O Tricolor recebeu uma proposta de US$ 4 milhões do Valência por Belletti e com esse dinheiro poderia comprar em definitivo o passe de Luís Fabiano, que está emprestado para o clube do Morumbi até o final do ano.

NA CRISTA DA ONDA

Ralf em primeiro e Michael em segundo. A família Schumacher vai ocupar hoje a primeira fila na largada do Grande Prêmio da França, décima das dezesseis provas do Mundial de Fórmula 1, no circuito de Magny-Cours. Assim como as irmãs americanas Venus e Serena Williams, no tênis, os irmãos alemães estão na crista da onda nas pistas.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1976: Portuguesa Santista 0 x Noroeste 2, no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, gols de Picolé. Juiz, Almir Laguna. Público pagante: 7.626. Portuguesa Santista: Maurício; Otávio, Aílton, Ademar e Riberto (Osório); Valdir e Veiga; Chiquinho, Miguel, Picolé e Bernardo. Noroeste: Luís Carlos; Marco Antônio, Didi, Araújo e Lelo (Mauricinho); Lorico e Nivaldo; Rodrigues, Picolé (Edvaldo), João Carlos e Daércio. Com essa vitória o Norusca avançou para a fase decisiva do Paulistão, tirando a vaga do Santos. Na véspera (um sábado à noite), o Peixe precisava apenas vencer a Ferroviária na Vila, mas empatou.

FUNDO DO POÇO

A gente costuma ouvir o seguinte lamento do torcedor noroestino: Uma cidade grande como Bauru tem um time na Terceira Divisão. É claro que não podemos fazer comparações ou ter como parâmetro co-irmãos que estão na pior, mas a verdade é que a coisa anda ruça para quase todos os clubes do Interior, muito deles em situação pior ainda do que o Norusca. São José dos Campos tem mais de 600 mil habitantes, e o São José jogava ontem suas últimas fichas para escapar do rebaixamento para a Terceirona. Outro ameaçado de cair, ontem, era o Comercial, a equipe que mais emitiu cheques sem fundo, e de uma cidade quase com o dobro da população bauruense. Piracicaba é maior que Bauru, pouca coisa, mas é, enquanto o XV local tem mais tradição do que o Noroeste. O XV de Piracicaba foi o primeiro clube promovido à Primeira Divisão, quando começou a Lei do Acesso, em 48, e foi vice-campeão paulista de 1976, perdendo a final para o Palmeiras. Agora, o NHo Quim sofre com uma das piores crises financeiras de sua história e tenta, de todas as formas, acertar meses de salários atrasados junto aos jogadores e à comissão técnica.

PONTO FINAL

O Noroeste não fez uma grande exibição na despedida, ganhando apenas um ponto em casa. Mas foi melhor do que que o Flamengo e botou água no chope do time de Guarulhos. Melhor para o Atlético, que não tinha nada com isso. O detalhe é que o time de Sorocaba venceu em Garça e ficou com a segunda vaga. Já na decisão do ponto extra, a equipe de Pardal foi menos ruim. Por sinal, os jogadores precisam aprender bater pênalti, porque em cinco cobranças, apenas um gol foi marcado. No final da história, São Bento e Atlético Sorocaba subiraram para a Série A-II, enquanto Inter de Bebedouro e Taquaritinga cairam para a B-1. O Noroeste, por sinal vez, começou bem, mas acabou fazendo péssima campanha.

Comentários

Comentários